quinta-feira, 12 de abril de 2012

Souvenirs de Penha Garcia


Ainda a propósito da passagem por Penha Garcia, hoje quero destacar as três lembranças que de lá trouxe.

Na manhã de Sábado Aleluia havia feira na terra. Lá descobri à venda esta variedade de feijão. Trata-se de feijão bago-de-arroz, substancialmente mais pequeno e redondinho. Dispensa ser demolhado e coze muito mais depressa do que os feijões normais... É uma espécie tradicionalmente cultivada na Beira Baixa, que eu trouxe para experimentar na panela e na terra.

A  planta que vêem na foto é carqueja. Originária do Brasil, cresce de forma silvestre e conta com inúmeras propriedades medicinais, entre as quais se destacam o auxílio na digestão, na eliminação de toxinas e na perda de peso. Trouxe um ramo para a provar em chá.

Por último, uma boneca da Dª.Cândida, que vos apresentei no post anterior. As bonecas tradicionais de Penha Garcia e de Monsanto são de pano, feitas em cruz, com o rosto "vazio", i.e., sem olhos nem boca e associadas à fertilidade nos casamentos. Esta, sem carga simbólica, é no entanto bem representativa do que há de mais puro e cândido no artesanato nacional.

domingo, 8 de abril de 2012

Páscoa na Beira


Na Semana Santa demos uma voltinha pela Beira Baixa. Embora seja aqui tão perto, a paisagem muda logo de cara, veste-se de pedra e os povoados aconchegam-se ao colo das serranias.


Vê-se gente por estas bandas, mas só porque estamos na Páscoa. Vieram os filhos, os sobrinhos, os primos e os turistas, mas na Segunda-feira vão todos de debandada e deixam as terras caladas e quase vazias; ficam só os mais velhos.

Em Penha Garcia (Freguesia de Idanha-a-Nova), enquanto subíamos uma ladeira calcetada, conhecemos a Dª Cândida Maria.
Vergada, raspava com uma faca as ervas daninhas da frente do seu portão.

-Bom dia!, cumprimentámos
-Bom dia...-ergueu-se para olhar quem falava.- Os senhores querem ver o meu artesanato?! - perguntou de rompante. -Querem? Vou ali dentro num instantinho buscar!
Estancámos o passo e hesitámos. - Deixe estar...
-Eu vou lá para os senhores verem, eu vou lá...


Foi e voltou com esta caixinha. As suas bonecas de trapo, de lã, os seus saquinhos de cheiro e as suas pregadeiras. 
-Então, e não põe as suas coisas à venda numa loja?
-Já pus uma manta que fiz. Pedi quarenta contos por ela, para dar dez a cada filho...Sabe o que eles lá fizeram?
-O quê?- quisémos saber.
-Puseram-na a vender a oitenta! Queriam ganhar tanto como eu, sem terem trabalho nenhum. Isso não, nunca mais! Só vendo aqui à porta, às pessoas que passam.



-E quantos anos me dão?- desafiou-nos.
-Não sei, oitenta e tal, talvez. 
-Noventa e sete, menina. Noventa e sete... Já oiço é muito mal!

Admirados, escolhemos as nossas recordações, pagámos à Dª Cândida -que conferiu bem o dinheiro-demos um beijinho e lá continuámos ladeira acima, comigo a pensar que quando tiver 97 anos hei-de ser assim parecida!



sexta-feira, 30 de março de 2012

Pôr em ordem

No fim do ano, quando fui a Londres, comprei este íman numa loja do aeroporto, só para gastar os últimos trocos que tinha no bolso...



Agora, que vou andar uns dias em arrumações, vai dar um jeitão tê-lo bem à vista...

quarta-feira, 28 de março de 2012

Little Yellow Miracles

(Flores do campo, tremocilha)

Ainda estou para descobrir onde é que este chão duro e gretado, arranjou sangue para as criar...

domingo, 25 de março de 2012

1ª Série...


...completa. Terei de fazer mais três ou quatro.
A ideia é fazer um naperon rectangular em serapilheira e colocar os granny squares todos em volta, em jeito de bordadura. O naperon é para um móvel castanho, regular, portanto julgo que, pelas cores, a orla vai destacar-se.
Quanto à previsão de data para conclusão, nada digo.Tenho imenso para fazer e invento outro tanto...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Crochet


Os livros, encomendados à Amazon, chegaram na Terça.
Na Quinta tratei de arranjar os fios e a agulha.

Hoje é Sexta, final da semana, e sinto-me cansada.
Não vou fazer mais nada ao serão, senão sentar-me e tentar fazer os meus primeiros granny squares... A propósito alguém sabe como se chamam em português?



quarta-feira, 21 de março de 2012

Revisão da Matéria


Há algumas semanas atrás, a Biblioteca Municipal de Monforte propôs-me que desse uma aula de patchwork aberta preferencialmente a residentes no concelho. O convite, que resulta bastante do que tenho mostrado aqui no "Dias às Cores", foi antes de mais gratificante e é óbvio que aceitei.
Vou ensinar algo que me dá muito prazer fazer e será bom partilhar tempo a costurar com outras pessoas.
Porque a aula será de apenas algumas horas e porque acho importante que as participantes saiam com uma peça acabada, propus costurar algo pouco complicado e decidi-me por um saco de retalhos.
Entretanto, como a data se aproxima, achei por bem "rever a matéria"; é que este saquinho de pano, ou taleigo, ainda leva umas voltas e quis certificar-me que levava todos os passos memorizados. Foi desta forma que nasceu o taleigo da foto. Não é muito grande, tem cerca de 15cm x 15cm, ideal para levar um lanche.
Desta vez optei por "jogar" apenas a preto e branco, o que deu ao patchwork um aspecto mais avantgarde, mas ao mesmo tempo aguçou em mim alguma fome de cor...