sexta-feira, 30 de março de 2012

Pôr em ordem

No fim do ano, quando fui a Londres, comprei este íman numa loja do aeroporto, só para gastar os últimos trocos que tinha no bolso...



Agora, que vou andar uns dias em arrumações, vai dar um jeitão tê-lo bem à vista...

quarta-feira, 28 de março de 2012

Little Yellow Miracles

(Flores do campo, tremocilha)

Ainda estou para descobrir onde é que este chão duro e gretado, arranjou sangue para as criar...

domingo, 25 de março de 2012

1ª Série...


...completa. Terei de fazer mais três ou quatro.
A ideia é fazer um naperon rectangular em serapilheira e colocar os granny squares todos em volta, em jeito de bordadura. O naperon é para um móvel castanho, regular, portanto julgo que, pelas cores, a orla vai destacar-se.
Quanto à previsão de data para conclusão, nada digo.Tenho imenso para fazer e invento outro tanto...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Crochet


Os livros, encomendados à Amazon, chegaram na Terça.
Na Quinta tratei de arranjar os fios e a agulha.

Hoje é Sexta, final da semana, e sinto-me cansada.
Não vou fazer mais nada ao serão, senão sentar-me e tentar fazer os meus primeiros granny squares... A propósito alguém sabe como se chamam em português?



quarta-feira, 21 de março de 2012

Revisão da Matéria


Há algumas semanas atrás, a Biblioteca Municipal de Monforte propôs-me que desse uma aula de patchwork aberta preferencialmente a residentes no concelho. O convite, que resulta bastante do que tenho mostrado aqui no "Dias às Cores", foi antes de mais gratificante e é óbvio que aceitei.
Vou ensinar algo que me dá muito prazer fazer e será bom partilhar tempo a costurar com outras pessoas.
Porque a aula será de apenas algumas horas e porque acho importante que as participantes saiam com uma peça acabada, propus costurar algo pouco complicado e decidi-me por um saco de retalhos.
Entretanto, como a data se aproxima, achei por bem "rever a matéria"; é que este saquinho de pano, ou taleigo, ainda leva umas voltas e quis certificar-me que levava todos os passos memorizados. Foi desta forma que nasceu o taleigo da foto. Não é muito grande, tem cerca de 15cm x 15cm, ideal para levar um lanche.
Desta vez optei por "jogar" apenas a preto e branco, o que deu ao patchwork um aspecto mais avantgarde, mas ao mesmo tempo aguçou em mim alguma fome de cor...



segunda-feira, 19 de março de 2012

Cidade


Julgo que se me puser a contar pelos dedos das mãos os dias do ano em que vou a Lisboa, hão-de sobrar alguns, e quando vou é com algum propósito mais urgente, do que o lazer por si só.
Fui lá há poucos dias. Actualmente gosto de ir à cidade. Quando lá estudava e me via obrigada a conviver com ela  de Segunda a Sexta, era outra história. Só queria ver-me longe dali! Preferia andar às curvas e contracurvas nos autocarros da Rodoviária (... ainda nem se falava na autoestrada do Oeste), duas ou três horas por dia, do que ter de lá dormir.

Entretanto, as escolhas que fiz, afastaram-me da cidade. Aliás, será mais correcto dizer que escolhi  deliberadamente aproximar-me do campo, e uma coisa leva a outra.

Se a cidade tem vantagens em relação à província? 
Claro que sim, inúmeras. As duas de topo: a cidade é o lugar onde melhor se expressa o direito à diferença e é por excelência o útero das ideias novas... algumas das quais nos fazem sorrir! :)

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(Entretanto, para quem leu o post da "Manteiga de Salva" e está interessado em experimentar, é melhor voltar a ele e ler as actualizações que acabei de pôr no fim...)

sexta-feira, 16 de março de 2012

PatchWords


Hoje trago para o blog um novo dossier.
Na lombada diz Patchwork e servirá para arquivar os posts sobre esta técnica de costura.
Recuando na linha do tempo, até à minha infância, associo-lhe agora dois interesses que então tinha. O interesse por puzzles e por trapinhos que a Dª. Maria Júlia -a costureira da minha mãe- me dava, quando íamos às provas. Afinal, patchwork é isso mesmo, fazer um trabalho de montagem/construção, a partir de retalhos, dando um "sentido" e um equilíbrio ao todo.
Há dois pilares nesta técnica milenar e são eles que me atraem em particular.
O primeiro é o princípio utilitário da reciclagem de materiais, de sobras de tecidos ou de roupas em desuso, que à primeira vista só fazem sentido a encher o caixote do lixo, mas que podem efectivamente vir a dar corpo a mantas, almofadas, sacos, malas, novas peças de vestuário, etc, etc...


O segundo é o da conjugação das cores, ou seja, da possibilidade infinita de criar padrões harmoniosos e que podem ser conseguidos independentemente de usarmos tons claros ou escuros, tecidos lisos ou estampados, às flores, às pintas ou às riscas.
A meu ver isto é o essencial do patchwork , o que o tem feito passar  através dos séculos e perdurar até à actualidade. Tudo o resto, técnicas, moldes e acessórios de costura usados na sua confecção, embora facilitadores, são secundários ou complementares.


As três fotos deste post são de mantas feitas pela minha avó Clementina. Tinha para lá dos 70 anos quando se iniciou e usava apenas uma tesoura para cortar -a olho- as roupas antigas e os tecidos dados pelas vizinhas e pedalava na sua Singer para os coser uns aos outros.
Sem grande rigor, bem sei, mas nelas ficou todo o seu cunho artístíco...