quarta-feira, 14 de março de 2012

Saídos da casca


Porque será que o tempo se esvai quando nos detemos a olhar a Vida pequenina?



(Repararam, na primeira foto, no pretinho lá atrás?)

segunda-feira, 12 de março de 2012

Manteiga de salva


Por respeito a um dos nossos instintos mais básicos, a fome, e a todos aqueles forçados a suportá-la, ou que sob o seu peso sucumbiram, evito dizer "não gosto" ou "não como isto ou aquilo"... Porém, também me facilita muito a vida ser saudável e "boa boca"... tenho poupado tempo e dinheiro!
Prefiro salgados a doces e não me nego a fritos e gorduras, cingidos, claro à faixa da contenção. Como tal, são poucos os dias em que não como uma fatia de pão, torrada ou não, com manteiga.
Já há tempos lembrei-me de acrescentar uma mais-valia ao petisco. Porque não refinar o sabor, juntando-lhe alguma erva aromática?

(A salva é tida por diversos povos como uma planta sagrada. Eficaz no combate de inflamações da boca e garganta. Em chá é tónico digestivo e equilibra o sistema nervoso. Desaconselhada a gestantes e lactantes.)

Não passou de ontem. Fui à horta, colhi uns raminhos de salva (ena, planta resistente que nem  gelo, nem calor a esmorecem!) e na tábua da cozinha, piquei-a o mais possível. Do pacote da manteiga retirei umas colheradas e com as mãos envolvi com a erva picada. Ficou uma pasta sarapintada que imediatamente provei e depois enfrasquei. Acho que a manteiga fica mais leve, saudável e menos monótona.
Porque não experimenta com esta, ou com outra erva?!

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(Dez dias depois...) 
Deixei o frasco fora do frigorífico e comecei a notar um cheiro menos agradável na manteiga.
Aconselho a não fazer grande quantidade, a guardar no frigorífico, por alguns dias, ou então a secar a planta antes de a juntar à manteiga. A humidade da erva fresca ao ser adicionada à manteiga, pode não ter bom efeito a médio/longo prazo...)

domingo, 11 de março de 2012

Meias de Bébé & Embalagem


Para não ter de pagar os custos da próxima semana ser demasiado carregada, agendei para este fim de semana alguns deveres domésticos e profissionais e apliquei-lhe o ditado popular "Primeiro a obrigação, depois a devoção"... só que invertido!
Foi por isso que o dia de ontem, Sábado, foi passado a fazer este saquinho em patchwork e acabar as meias do P., aqui mais conhecido por Marauzinho. 



Quanto às meias, as primeiríssimas que tricotei para bébé com o que sobrou de lã das minhas, ficaram mimosas, como o são quase todas as roupas pequeninas. 
De início, ao tricotar, a sensação foi estranha...Como as meias se tricotam em círculo, com cinco agulhas, e o círculo neste caso é bem pequeno, senti-me como que obrigada a dançar a valsa num metro quadrado, porém passadas algumas carreiras lá me habituei a manejar as agulhas num espaço reduzido.

Quanto ao saco, fi-lo com retalhinhos que vou juntando . O efeito é como se tivesse costurado triângulos uns aos outros, mas acreditem que não. Fazem-se quadrados que se cosem e cortam a meio e daí resultam os triângulos. 
Enfim, pura geometria aplicada!



Agora tenho de ir. É Domingo, não apetece, mas as obrigações já reclamam a sua vez!
See you soon! ;)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Colheita do dia



A propósito da palavra colheita, no título, fiz uma pesquisa sobre as máximas em que o povo a emprega.

Das dezenas que li, transcrevo quatro pouco conhecidas, mas nem por isso menos úteis ou sábias.


"Reza por uma boa colheita, mas não deixes de sachar." 
Provérbio Esloveno


"Na altura da sementeira as visitas vêm sozinhas; na da colheita, aos magotes" Provébio Australiano


"Podemos escolher o que semeamos, mas somos obrigados a colher o que plantamos" Provérbio Chinês


"Não escolhas a tua mulher numa festa, antes no campo, na época das colheitas" Provérbio Checo


terça-feira, 6 de março de 2012

Redescobrir

Regra geral a minha memória não me deixa ficar mal. Confio nela, mas sei que tempos recuados se encontram bastante apagados, à excepção de escassos episódios, que vá lá saber-se a razão, se tornaram delete resistant.
Uma dessas memórias prende-se com uma tarde que passei na casa da minha vizinha e amiga de infância, Edite. Eu, ela e a mãe conversávamos na cozinha, e eu junto à janela, ia fazendo o meu tricot enquanto conversávamos. Devia ter 10, 11 anos e lembro-me bem de estar a fazer uns quadradinhos em malha bago de arroz, em lã branca e rosa para  uma mantinha.
Há pouco tempo, quando reiniciei o tricot, este episódio veio-me à mente, e fiquei um pouco admirada por constatar que já não me lembrava como se fazia malha bago de arroz.
Logo me pus a perguntar a quem tinha cara de sabedor e não foi preciso esperar muito para que me esclarecessem: "É uma malha de liga, outra de meia, uma de liga, outra de meia... É só isso e fazem-se desencontradas na carreira seguinte!" - Olha, que fácil! :))


Domingo à noite marquei encontro com a malha bago de arroz.
Fiz só esta pequena amostra para ver o efeito do ponto ... e para elogiar a minha memória pela terna lembrança devolvida!

sábado, 3 de março de 2012

O lado solar

Sorrateiramente arrumo a um canto todos os lamentos, dores de cabeça e misérias que hão-de assolar o país por causa da seca e dou voz ao lado bom do fenónemo atmosférico.
É que na verdade, este Inverno vestido de Sol, foi extremamente generoso para com as donas de casa esmeradas.
Não houve dia que não secasse uma máquina de roupa, manhã em que não se pudesse arejar os quartos...


...nem tarde em que os verdadeiros apreciadores do dolce fare niente não pudessem tomar o seu banho de Sol!






quinta-feira, 1 de março de 2012

Miss Cup


Para mim há poucas coisas tão reconfortantes nas noites frias, como ir cedo para a cama,  sentar-me a ler e ir acompanhando o passar de página com um bebida quente, uma chávena de chá ou um hot chocolate.
E para que as bases dos copos não andem constantemente a viajar -à noite para o quarto, de manhã para a cozinha- esta semana levei a cabo a tarefa de fazer bases para chávenas, destinadas exclusivamente à mesa de cabeceira.

Na Segunda-feira escolhi os tecidos, desenhei a chávena fumegante, cortei os moldes nos tecidos e os quadrados de linho.



Na Terça, não tempo tive para enfiar uma agulha, mas na Quarta lá arranjei duas horas para me sentar, "montar as peças do puzzle", bordar e coser.



Fiz duas bases: a das pintas é a minha, a das riscas é a do Zé. Não que ele tenha grande hábito de bebericar na cama, mas qualquer dia destes também lhe pode apetecer e assim já tem a dele!