segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Na caixa do correio



Na semana passada, encontrei no correio estas duas meias de bébé... Preciosas! :)
Viajaram desde as Caldas da Rainha e foram tricotadas pela Zélia Évora, uma das mestras com quem aprendi a fazer meias de lã. São pequenotas e destinadas a aquecer os pés do P., o meu sobrinho de três meses.
Não as reencaminho de imediato para Faro; vão ficar cá retidas mais uns dias para me servirem de modelo ao tricotar as minhas primeiras meias de bébé. É que segundo o que vinha escrito no postalinho que acompanhava o presente,"os bébés merecem tias queridas"...

Para verem outros trabalhos bonitos da Zélia visitem o blog  Crafty Doula, e conheçam mais desta mulher com mani di fata ...and a generous heart !



sábado, 18 de fevereiro de 2012

Água de Fevereiro


É a que se arranja, porque a do céu não cai.

Tiro menos folhas às couves para dar às galinhas;
a água do banho dos patos-gansos é mudada menos frequentemente;
os rebentos de bróculos escasseiam;
o pasto das ovelhas minga e seca a olhos vistos;
gasta-se tempo a regar a horta no pino do Inverno,
e à despedida os dias coram como no Verão.

Houvesse quem me ensinasse as danças índias que atraem, abanam e espremem as nuvens, e eu dançava-as!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

It takes time...


A edição deste mês da National Geographic inclui um artigo sobre o patrulhamento de territórios da Gronelândia por militares de elite dinamarqueses. O meio de transporte usado é um trenó, puxado por treze cães.
Há equipas que preferem cumprir a missão, reduzindo ao máximo a carga e viajar "depressa". A desta reportagem contudo, optou por atravessar a terra gélida sem pressa. "A paciência e a precisão eram mais importantes do que a velocidade", decidiram Jesper e Rasmus.


Apesar de por cá as temperaturas estarem bem mais amenas, é essa mesma táctica que vou seguir na tarefa de acolchoar (isto é, almofadar, cosendo o tecido ao enchimento) o saco para o tricot, em curso.
Em vez de acolchoar à máquina, optei por me estrear em acolchoar à mão... e isso leva tempo, mas exercita a paciência e a precisão.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

João Gil e Represas

(Foto retirada de aeiou.caras.pt)

Um tem um look "meio índio", plácido, e a voz mais clara e arejada do repertório masculino português; o outro, com um encanto um tanto tímido, canta num tom mais fundo e é o contraforte de muitas das canções.

Fizeram, no último Sábado, no CCB, o concerto de apresentação do seu disco de originais e quando soube, por momentos, lamentei viver longe da capital, obrigar-nos a seis horas de viagem de automóvel e a uma noite dormida fora de casa, caso insistisse em ir ao espectáculo...Para mais, ainda em Novembro fui ao Coliseu ver e ouvir Trovante (...Pois, não é a mesma coisa, não senhor!)

Na Sexta-feira passou-me pela cabeça que estariam ocupados com os ensaios finais, e no serão de Sábado,  lembrei-me que estavam a pisar o palco e as suas canções ecoavam vivas no CCB... onde eu não estava. :((

Desta vez, agarrei-me à esperança de uma  nova actuação em sítio e data mais convenientes e fiquei-me pelo CD - prenda do Zé, logo quando saiu  :)) - que eu tenho escutado tanto, mas tanto, que temo que em breve se comece a esgaçar por excesso de uso.



Por fim, deixo o vídeo do tema Rouba Corações, um dos meus preferidos, e que abriu e encerrou o concerto de Sábado.Aqui fica para quem tiver 4 min. para ver e ouvir!


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Abafo


Cá está; pronta a usar já neste fim de semana frio, com previsão de "alerta laranja" para o distrito de Portalegre.

Simples de fazer: 80 carreiras de 90 malhas de meia, tricotada em agulhas circulares Nº 5.
Tricotei com os dois novelos em simultâneo - uma carreira com o fio de um, a seguinte com o fio do outro- e no final fiquei com um rectângulo.Cosi uma pequena bainha na orla de baixo e outra na de cima; depois foi só juntar as extremidades de lado e coser ao alto.


O pior foi mesmo o início. Fiz e desmanchei, fiz e desmanchei, fiz e desmanchei uma meia dúzia de vezes até conseguir uma alternância irregular das cores e acertar com o número de malhas por carreira. É que ficava sempre larga e tive que reduzir sucessivamente o número de malhas, pois queria-a justa ao pescoço


... Nada de dar abébias ao frio!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O Sr. que se segue


Com a gola em lã já na fase dos remates finais (aqui estará no próximo episódio), dei por mim a levá-la para qualquer sítio onde imaginava que teria um tempinho para a tricotar.
Punha as agulhas e os novelos num saco de plástico ou de papel e lá íamos nós.
Numa das saídas, enquanto tricotava no Centro de Saúde à espera de ser atendida, dei por mim a olhar para o saco e a pensar Que jeito? Uns novelos tão bonitos enfiados num saco tão... "só saco"?! Não, não pode ser!... Tenho que fazer um saco para levar o meu tricot à rua!
Comigo acontece surgirem ideias que não podem levedar e como tal, o tecido base já está escolhido, os retalhos também, e cortados à medida, uma vez que parte do saco vai ser em patchwork. 

Não vejo a hora de o ter pronto para ver se consigo concretizar o que tenho em mente, porém há tantos outros afazeres abelhudos a meterem-se pelo meio...

domingo, 5 de fevereiro de 2012

De papo cheio


Numa conversa sobre galinhas, a páginas tantas, digo eu:


_ Praticamente todos os dias migo as sobras da cozinha, corto couves, junto farelos com pão demolhado e cereais para lhes dar.


Contrapõe outra pessoa:
_ As minhas só comem grãos de mistura próprios para galinhas...Elas não precisam de comer couves migadas todos os dias!!


Prontamente, rematei:
_ Ai, as minhas precisam!


E ponto final.