sábado, 1 de outubro de 2011

A Árvore

Depois de pintar os azulejos individuais que já aqui mostrei, decidi arriscar um pouco mais e fazer um pequeno painel de quatro azulejos com um desenho original, experimentando uma técnica diferente da primeira.
O primeiro passo foi desenhar a árvore. No primeiro esboço as folhas saíram muito pequeninas e desproporcionadas em relação ao tronco; apagueia-as e voltei a desenhá-las um pouco aumentadas. Ficou assim a versão final.


Passei então o desenho para papel vegetal e de seguida, vinquei-o nos azulejos usando um lápis de carvão comum. Depois havia que pintar de verde a totalidade os azulejos. Assim fiz. A tinta ficou a secar até ao dia seguinte, altura em que, com um pauzinho afiado (daqueles das espetadas), retirei a tinta dos traços anteriormente marcados. É deste modo que se consegue destacar o desenho do fundo verde.


Assinado e datado, o painel foi à mufla-um forno próprio para cozer azulejos e que ultrapassa os 3000º de temperatura-e pronto.


...E uma vez que por estes lados as árvores são o dominante no cenário, vamos colocá-lo no muro, junto ao portão da entrada!

domingo, 25 de setembro de 2011

Casa de Cabeço de Vide - A Sala


Na Primavera já aqui tinha mostrado a cozinha e o quarto da nossa casa no centro histórico de Cabeço de Vide. (Quem ainda não os viu pode espreitar no arquivo do blog, mês de Março.)
Entretanto, chegou o Verão, a "época baixa" aqui no interior do país, em que naturalmente se dá preferência a sítios onde se aviste o mar.
Mas eis-nos chegados ao Outono! A estação traz de novo mais visitantes e turistas à região, atraídos pelos castanhos, avermelhados e amarelos da paisagem, pelos passeios em balão de ar quente ou pelas provas de "todo o terreno" que decorrem no distrito de Portalegre.

Para potenciais interessados desta vez mostro a sala.
Mantivémos a lareira alentejana, as paredes caiadas, o louçeiro, o banco de madeira e o chão irregular forrado a pedra fria, mas fresca em dias quentes.


O que mudou? A velha lareira emoldura agora uma salamandra em ferro (mais funcional para curtas estadias); arranjámos espaço para um sofá individual; costurei três almofadas; avivei as ombreiras da porta e da janela, pintando duas cercaduras às flores; com sobras de textéis fiz dois quadros e no tear teci duas decorações de parede...tudo sem me afastar da tonalidade azul e esforçando-me por dar à divisão alguma harmonia e equilíbrio...Para que quem venha se sinta bem-vindo!


Para informações /reservas, por favor use o e-mail diasascores.heartmade.com

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Creme Hidratante de Camomila e Calêndula

(Continuação do post de 7 de Agosto 2011, que podem ler no arquivo, um pouco mais abaixo do lado esquerdo do blog)

(...)_ Acordem, acordem primas calêndulas! Ela vem aí e finalmente vai tirar-nos do frasco!
_ Hum? Ah...sim?! Até que enfim!!
_ Nós, as camomilas já acordámos há uma semana e temos estado todo o tempo à espera de sair daqui para fora...
_ ...então agora ela vai escorrer bem o óleo de amêndoas e lançar-nos de novo à terra, certo?
_ Certo, primas calêndulas. Vamos voltar à terra, passar lá o Inverno aconchegadinhas e renascer na Primavera!
_ Que boas notícias, primas camomilas!...Já estávamos com saudades do pó da terra e da chuva que não há-de tardar.
_ Também nós!...Então, despedimo-nos já até ao ano que vem. Voltaremos a ver-nos quando as nossas florinhas voltarem a despontar!...
_ Sim, adeus queridas primas! Já temos saudades vossas...

...o que nem as camomilas, nem as calêndulas sabem é que o óleo em que estiveram mergulhadas mais de um mês, ficou enriquecido, pois absorveu as propriedades benéficas para a pele existentes nestas duas plantas.
A esse óleo, depois de filtrado, juntei cera de abelha derretida, perfumei com duas gotas de óleo essencial de rosas e guardei nestes frasquinhos... Pensando bem, já nem me lembro da última vez em que comprei um creme de dia hidratante...

sábado, 17 de setembro de 2011

"P" de Par de Pegas


Guardo todos os retalhos com mais de 3/4 cm.
Passo-os a ferro, coloco-os em sacos transparentes, separados por cores, e assim ficam organizados dentro de uma gaveta na estante do atelier. Já aprendi que pedacitos de pano que parecem  não valer nada podem vir a fazer toda a diferença numa peça...
Desta vez escolhi os retalhos verdes e castanhos; agarrei num rolo de fita-cola e num carrinho de linhas e tracei as respectivas circunferências sobre eles. Recortei-as e cosi-as às redondelas grandes, entre as  quais  coloquei tecido turco. Fiz uma presilha para cada uma e...  assim termina a história deste par de pegas que já está pendurado na cozinha a piscar o olho às panelas!




quinta-feira, 15 de setembro de 2011

"Cada um deve ter a sua horta para cuidar"

(Feijão em flor)

Os primeiros tempos em que Nelson Mandela esteve preso em Robben Island foram severos. O trabalho era esgotante e os guardas violentos. No entanto, no meio de inúmeras contrariedades, Mandela resolveu plantar uma horta. Teve que pedir licença às autoridades prisionais, foram consultados advogados e a burocracia arrastou-se. Por fim foi autorizado a criar a sua horta.
O terreno era seco, pedregoso e estéril e os guardas vigiavam-no enquanto cavava só com as mãos, até conseguir que lhe arranjassem algumas ferramentas. Enquanto outros presos jogavam às damas ou conversavam, Mandela cuidava da sua horta.


Plantou tomates, cebolas, malaguetas e espinafres e foi -lhe dada permissão para entregar esses vegetais na cozinha para enriquecer a parca dieta quotidiana.
Nas cartas que escrevia falava dos vegetais que cultivava como se estivesse a falar dos seus filhos. Falava das estações do ano, do estado do terreno e daquilo que colhia. Para Mandela, havia em Robben Island poucos motivos de prazer e a horta era como se fosse uma ilha só sua. Acalmava-lhe o espírito e distraía-o daquilo que se passava no exterior. Num universo sem privacidade e hostil para os seus anseios, a horta era um espaço de beleza e renovação.

(Flor da abóbora)

Na opinião de Mandela os homens podem ser cultivados como as plantas e cada qual deve ter a sua própria horta, o que não significa desligarmo-nos da vida. Todos temos necessidade de qualquer coisa que nos afaste do mundo,  de uma tarefa agradável, que requeira concentração espiritual e nos dê satisfação...

Usando as palavras de Mandela, tem de descobrir a sua horta.

(Resumo do capítulo 15, com o mesmo nome, dum livro que terminei há pouco tempo.) Este




segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Quem lá mora

Cá estão, os primeiros azulejos que pintei! A ovelha foi o primeiríssimo!
As orientações das formadoras foram no sentido de começarmos por pintar apenas um azulejo. Escolheríamos um  (a simple one), entre os desenhos disponíveis no dossier das formadoras, a fim de nos familiarizarmos com o correr do pincel e com a diluição das tintas.
Quando deito mãos a algum projecto, se  há coisa que considero essencial à partida, é saber o destino/finalidade da peça: Em que é que um azulejo me pode ser útil?
Ao passar os olhos por este desenho patusco, prontamente me ocorreu a resposta: Para colocar à entrada do ovil!
Terminado o primeiro, não podia deixar de pintar também uma galinha e um pato-ganso: Para pôr ao lado da porta do galinheiro, claro!... Assim, à entrada de casa, vê-se logo quem  lá mora!