segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Quem lá mora

Cá estão, os primeiros azulejos que pintei! A ovelha foi o primeiríssimo!
As orientações das formadoras foram no sentido de começarmos por pintar apenas um azulejo. Escolheríamos um  (a simple one), entre os desenhos disponíveis no dossier das formadoras, a fim de nos familiarizarmos com o correr do pincel e com a diluição das tintas.
Quando deito mãos a algum projecto, se  há coisa que considero essencial à partida, é saber o destino/finalidade da peça: Em que é que um azulejo me pode ser útil?
Ao passar os olhos por este desenho patusco, prontamente me ocorreu a resposta: Para colocar à entrada do ovil!
Terminado o primeiro, não podia deixar de pintar também uma galinha e um pato-ganso: Para pôr ao lado da porta do galinheiro, claro!... Assim, à entrada de casa, vê-se logo quem  lá mora!





sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Há obra feita!

(Otília, a dar os últimos retoques na última das várias letras que pintou)

Foi no Centro Cultural de Vaiamonte (uma freguesia do concelho de Monforte), que durante três semanas nos encontrámos -eu e mais nove senhoras-  para aprender a pintar de azulejos.
O curso terminou oficialmente hoje e houve inclusivé lugar a festa de encerramento com um delicioso buffet...Sim, porque estas senhoras também são dotadas para a culinária e  porque fazia todo o sentido comemorar estes serões de Verão  passados juntos!
Eram cerca de três horas roubadas ao fim de cada dia, em que os maridos tiveram que orientar o jantar e olhar pelos pequenotes, mas que valeram o esforço. Se assim não fosse,  ao nos aproximarmos do fim,  não se teria ouvido naquela sala : Mas porque é que não há mais? ou  Eu gostava tanto que isto continuasse...
Bem, mas  todas aprendemos as técnicas básicas e encontramo-nos aptas a pintar autonomamente os nossos azulejos.
O mérito vai para o empenho e gosto com que vi cada colega trabalhar e para as formadoras da Biblioteca de Monforte, que sem pretensiosismos e cheias de boa-vontade partilharam connosco o que sabiam.

Constatei que as pessoas gostam mesmo de aprender e que ficam felizes em conseguir criar algo a partir das suas próprias mãos! ... Portanto, caras colegas,o que desejo é que no dia-a-dia encontremos tempo para continuar a pintar e que nos venhamos a encontrar em futuras iniciativas do género!

(As fotos abaixo são apenas uma ínfima parte dos azulejos que  as minhas colegas pintaram; uns eram de linha mais clássica, outros remetiam para o imaginário infantil  e outros retratavam a vida alentejana.... Mostro os meus para a próxima.)









segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Receitas de coentrada

No início de Agosto, publiquei um post que explicava como fazer piso de coentros. Na altura prometi divulgar algumas receitas que fizessem uso desse preparado de azeite, alho, sal e coentros, e portanto é esse o "prato do dia" para hoje.

Salada de Ovas

Às batatas e ovas cozidas, cortadas aos bocados e temperadas com um fio de azeite e cebola picada, junta-se uma ou duas colheres de sopa de piso de coentros. Envolve-se bem para absorver os sabores.


Esta primeira é uma sugestão minha; as duas que se seguem são retiradas do livro "...Com Poejos e Outras Ervas"  do Professor A. M. Galopim de Carvalho, publicado pela Editora Âncora, rico em saberes e sabores alentejanos e na minha opinião, um must para quem se interessa por esta região do país.

Pastelão de Coentrada

Bata os ovos com uma golada de leite e misture miolo de pão desfeito. Adicione uma colher de piso de coentros e mexa. Dê acabamento ao pastelão na frigideira com um pouco de azeite, em lume brando.

Arroz de Pescada de Coentrada

Coza a pescada em pouca água (para concentrar o gosto do peixe) com uma cebola partida em quatro. Depois de cozida, tire a pele e as espinhas à pescada e reserve em recipiente fechado para não secar.
Acerte a quantidade da água em que cozeu a pescada para o arroz (...acrescentei uns cubos de cenoura). Com a varinha, faça um batido com um ovo, um fio de azeite e uma colher de sopa de piso de coentros.
Quando o arroz estiver pronto, verta-lhe o batido e mexa bem para misturar. Junte a pescada em lascas grandes e sirva quente.



Eis uma forma mais atraente e na mesma fácil, de consumir peixe cozido!
Experimentada e aprovada!!


sábado, 3 de setembro de 2011

Campo Maior - Festas do Muito

Conforme previsto, no início da semana fomos até Campo Maior, às "Festas do Muito",digo eu, outro nome que acho que se podia dar às Festas do Povo.

Muitas flores de papel,
muita e de toda a gente,
muito trânsito,
muitos vendedores,
muita polícia,
muitos artesãos,
muitos autocarros,
muitas, muitas ruas engalanadas,
muitas geleiras,
muitos petiscos,
muitas tendas e caravanas,
muita cor,
muito Sol...

(... e a meio da semana muita chuva!)

Do muito que vi, deixo-vos algumas fotografias que tirei.
Muito bom fim de semana! :))











quarta-feira, 31 de agosto de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Pintar azulejos


Foi este o material que constava na curta lista que me entregaram, quando me increvi na Oficina de Pintura de Azulejos. Levar estes objectos seria da minha responsabilidade; quanto aos azulejos, às tintas e aos pincéis ficariam por conta da organização, a Biblioteca Municipal de Monforte.
A decorrer aqui tão perto, durante a recta final das férias, seria descabido desperdiçar a oportunidade de aprender uma coisa nova... e logo uma arte manual em que se pode dar azo à criatividade!
A iniciativa vem travar o discurso daqueles que dizem que pelo interior do Alentejo não se passa nada e é, sem sombra de dúvidas, de aproveitar!...É que embora as aulas roubem um pouco de tempo às tarefas diárias, há que olhar a médio/longo prazo e reconhecer a  preciosa mais-valia de vir a saber fazer!

Para breve: azulejos "by Zana Dias"! ;)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Festas de Campo Maior

A  primeira e única vez que lá estive foi na década de 80, acho que tinha 13 anos.
Na altura fui numa excursão com várias dezenas de pessoas da vila onde morava. Recordo que havia um grande terreiro onde estacionavam os autocarros e era aí mesmo que se passava a noite, contorcido no assento da camioneta ou esticado numa manta cá fora ao relento, onde havia de tudo menos ambiente propício ao sono... Imagine-se milhares de pessoas folgadas, deitadas sob o céu estrelado alentejano!... O equivalente a querer adormecer uma centena de crianças na mesma sala!

FESTAS DE CAMPO MAIOR  1930
( Foto retirada de moitas61flickr.com)

Começam amanhã, dia 27, as Festas do Povo em Campo Maior e este ano vão até 4 de Setembro.
Para quem não conhece, e lê o "Dias às Cores" doutras partes do mundo, nomeadamente a partir do Brasil, passo o explicar o que são estas festas.
Campo Maior é uma vila no interior do país, muito próxima de Espanha, onde, por vontade das pessoas lá residentes, se decoram as ruas com flores de papel e outros objectos de cartão feitos à mão. Cada rua é engalanada pelos respectivos residentes, a troco de bastante trabalho, dedicação e tempo roubado a noites e serões que poderiam ser mais descansados.
Quem por lá se passear por esses dias, para além de se banquetear com mais de 100 ruas cheias de vida e cor, há-de encontrar as casas de portas abertas, bancos para se sentar e descansar e cântaros de água fresca para matar a sede de final de Verão.

As últimas Festas do Povo, como também são chamadas, decorreram em 2004. Sete anos depois repetem-se, porque o Povo assim o entendeu, e a estas, agora que vivo tão perto, não hei-de faltar!

(Foto retirada de moescor.blogspot.com)
(Caso queira pernoitar pela zona - e porque nesta altura os alojamentos em Campo Maior estarão esgotados- fica a sugestão da nossa Casa de Cabeço de Vide, que poderá ver no arquivo de Março -do lado esquerdo do blog- e com algumas noites ainda disponíveis.)

Informações e reservas através de diasascores.heartmade@gmail.com