quinta-feira, 9 de junho de 2011

O atelier


É daqui  de dentro que saem acabados e rematados os bonecos, os sacos, as mantas e as almofadas que vos tenho mostrado.
Esta pequena casa branca debruada a amarelo alentejano foi construída no ano passado. As pinturas interiores/exteriores e o tratamento das madeiras ficaram por nossa conta e foram a ocupação do Verão de 2010. 
Impunha-se um sítio onde eu pudesse ter os materiais organizados e à mão para trabalhar, pois já se acumulavam muitos tecidos em caixas de papelão e em sacos de plástico escondidos pelos mais diversos cantos da casa...Não é uma grande "fábrica", mas sinto-me muito bem quando aqui estou a trabalhar, sempre com uma telefonia sintonizada nalguma estação da  onda média...
Tenho uma mesa sempre livre só para costurar, uma estante e uma vitrine com os materiais essenciais...Claro que ter um espaço próprio e as condições básicas não garante sucessos, mas que dá uma grande ajuda, dá!

sábado, 4 de junho de 2011

Na Máquina do Tempo


Nesta Sexta-feira, graças a uma mão-cheia de professores "carolas", os alunos da Escola de Alter do Chão conseguiram um bilhete para entrar na máquina do tempo e viajar até à Idade Média.

 Aterraram no Castelo de Alter do Chão - que por si só justifica um post noutra ocasião- e lá, durante todo o dia, a aula foi diferente... O que viveram, decerto ficará para sempre nas suas memórias, sem necessidade de apontamentos ou de  grande estudo.

Dentro do portão do castelo havia de tudo um pouco.

Professores malabaristas,


...jogos tradicionais; venda de ervas aromáticas, de bolos e pão caseiro; breves encenações teatrais e danças medievais.


Enfim, com parcos recursos, mas com a habilidade e a paciência das mães e avós, transformaram-se lençóis e cortinados antigos em vestes, mais ou menos sumptuosas, consoante a classe social a representar.


Entre essas criações, descobri esta bolsa em serapilheira, que achei um mimo!...


...E eu própria, na véspera, a partir de umas figuras medievais que encontrei num livro, costurei uma touca branca e uma cinta castanha.
Juntei-lhe uma saia rodada com uma blusa branca e assim ficou engendrado um modelo da colecção Primavera/Verão...

...de 1311!


quarta-feira, 1 de junho de 2011

All-Family Bags


No último post expressei o meu lamento pela dificuldade que penso que todas sentimos em ludibriar o correr do tempo para "conseguir fazer as nossas coisas"; no entanto o último fim de semana acabou por ser bastante produtivo. É que para além daquilo que é a rotina da vida no campo, deu para
  • ir a Évora frequentar um workshop e aprender a fazer patchwork embutido,
  • fazer uma panela de sopa,
  • corrigir duas turmas de testes e
  • costurar um conjunto de sacos de pano, um para cada membro da família.
Fiz o Saco do Pai, com um toque masculino dado pelo tecido de algodão riscado,



...o Saco da Mãe, em puro linho nacional, adornado com fitas às flores...



...e o Saco do Filho, em algodão estampado com figuras patuscas de animais da quinta.


Entre outras possíveis utilizações, são óptimos para escapadelas de fim de semana ou férias porque mantêm as peças de roupa mais pequenas organizadas dentro do saco ou da mala de viagem. Tenho dois que comprei há uma dúzia de anos e acho que vão durar a vida inteira!

Mas ainda há um quarto, também para levar em viagem, que pelo seu tamanho maior pode ser utilizado por mais que uma pessoa e que é indicado para guardar a roupa suja que se vai acumulando até ao regresso.




À escolha e disponíveis individualmente ou em conjunto, clicando aqui.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Os beijos de Sócrates

Logo calhou no Sábado passado irmos até Évora para um jantar familiar.
Ao fim do dia o calor começava a amainar e estava agradável para passear no centro da cidade. Ficámo-nos porém pela Praça do Giraldo. É que lá, algo de pouco usual estava prestes a acontecer: o Primeiro Ministro português, José Sócrates chegaria a qualquer momento!
Movida pela curiosidade de ver o PM em carne e osso e como nunca tinha assistido a um comício político, deixámo-nos ficar...


Fiquei  especialmente interessada  no aparato dos media à volta de um comício; naquilo não se vê no ecrã da televisão.


Uma estrutura tipo "arena" fora erguida na praça e era lá dentro que, para além da gente de bandeira em punho, se concentravam camaramen, fotógrafos,técnicos de luz e som, jornalistas e repórteres.


Apesar do bulício e da agitação das massas, havia quem tivesse que se concentrar, filtrar o que ali se passava e traduzir em palavras o "sumo" do momento...Uma carreira que em tempos pensei abraçar, não me tivesse travado então, a ideia de que o jornalismo seria um mundo extremamente competitivo e desgastante e o preconceito (?) de que seria preciso saber "puxar o lustro" para se abrirem as portas certas...

Entre riscos e rabiscos,  de repente o barulho envolvente subiu de tom.
Sócrates acabava de chegar e dirigia-se a pé para o palco verde, seguindo pelo corredor dos fotógrafos -com os quais eu me tinha misturado.
Ele vinha aí e eu estava  mesmo no meio do seu caminho.
Ao chegar junto a mim, num instante achei que o devia cumprimentar e  cordialmente desejar-lhe "Felicidades!". (Afinal, esta tenciona ser uma campanha polida, ou não?!)
Estendi a mão... e ele achou que me devia dar dois beijinhos!
E deu!!!



Preferências partidárias à parte, não é todos os dias que se recebe dois beijinhos de um Chefe de Governo! :)

domingo, 22 de maio de 2011

Bonecos da Zana


 Os rabiscos do desenho destes bonecos começaram algures em 2010, nalguma reunião arrastada e very very boring, em que resolvi dar utilidade ao tempo que ali tinha de passar.
Uns dias depois, fui dando firmeza e definição aos traços, corrigindo aqui e ali para equilibrar o conjunto.


Até obter a expressão facial "certa" ensaiei muitas bocas, narizes e olhos, das mais variadas dimensões e  em tantas  posições quantas consegui imaginar... Só parei quando, com estas feições, me dei por satisfeita! 

A fase seguinte, a da operação-transfer do papel para o pano, requeria mais tempo e sossego, mas esforcei-me por aconchegar as horas e lá fui pondo a funcionar o giz e a tesoura, depois os alfinetes, e por fim a máquina de costura. Para terminar, de agulha em punho bordei as caras a ponto cheio, ponto pé de flor e ponto adiante.(E aqui fica o devido parêntesis para agradecer à Filomena Parra, o workshop por ela promovido sobre Bordados Tradicionais, que me tem sido extremamente útil! :)

Os bonecos são todos iguais ( porque partem do mesmo molde), mas cada qual com um look diferente!
Os tecidos usados são de algodão, as carinhas em feltro 100% lã e o enchimento em material anti-alérgico.



Fi-los "meninas" e "meninos" e por agora há cinco disponíveis...
...para brincar, abraçar, adormecer, beijar...

... ou simplesmente para ao acordar ter uma cara sorridente a olhar para nós!

Interessado em mais fotos e informações?  
Basta clicar aqui !