...tantas ideias e tão pouco tempo!...
sábado, 28 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Os beijos de Sócrates
Logo calhou no Sábado passado irmos até Évora para um jantar familiar.
Ao fim do dia o calor começava a amainar e estava agradável para passear no centro da cidade. Ficámo-nos porém pela Praça do Giraldo. É que lá, algo de pouco usual estava prestes a acontecer: o Primeiro Ministro português, José Sócrates chegaria a qualquer momento!
Movida pela curiosidade de ver o PM em carne e osso e como nunca tinha assistido a um comício político, deixámo-nos ficar...
Fiquei especialmente interessada no aparato dos media à volta de um comício; naquilo não se vê no ecrã da televisão.
Uma estrutura tipo "arena" fora erguida na praça e era lá dentro que, para além da gente de bandeira em punho, se concentravam camaramen, fotógrafos,técnicos de luz e som, jornalistas e repórteres.
Ao fim do dia o calor começava a amainar e estava agradável para passear no centro da cidade. Ficámo-nos porém pela Praça do Giraldo. É que lá, algo de pouco usual estava prestes a acontecer: o Primeiro Ministro português, José Sócrates chegaria a qualquer momento!
Movida pela curiosidade de ver o PM em carne e osso e como nunca tinha assistido a um comício político, deixámo-nos ficar...
Fiquei especialmente interessada no aparato dos media à volta de um comício; naquilo não se vê no ecrã da televisão.
Apesar do bulício e da agitação das massas, havia quem tivesse que se concentrar, filtrar o que ali se passava e traduzir em palavras o "sumo" do momento...Uma carreira que em tempos pensei abraçar, não me tivesse travado então, a ideia de que o jornalismo seria um mundo extremamente competitivo e desgastante e o preconceito (?) de que seria preciso saber "puxar o lustro" para se abrirem as portas certas...
Entre riscos e rabiscos, de repente o barulho envolvente subiu de tom.
Sócrates acabava de chegar e dirigia-se a pé para o palco verde, seguindo pelo corredor dos fotógrafos -com os quais eu me tinha misturado.
Ele vinha aí e eu estava mesmo no meio do seu caminho.
Ao chegar junto a mim, num instante achei que o devia cumprimentar e cordialmente desejar-lhe "Felicidades!". (Afinal, esta tenciona ser uma campanha polida, ou não?!)
Estendi a mão... e ele achou que me devia dar dois beijinhos!
E deu!!!
Preferências partidárias à parte, não é todos os dias que se recebe dois beijinhos de um Chefe de Governo! :)
domingo, 22 de maio de 2011
Bonecos da Zana
Os rabiscos do desenho destes bonecos começaram algures em 2010, nalguma reunião arrastada e very very boring, em que resolvi dar utilidade ao tempo que ali tinha de passar.
Uns dias depois, fui dando firmeza e definição aos traços, corrigindo aqui e ali para equilibrar o conjunto.
Até obter a expressão facial "certa" ensaiei muitas bocas, narizes e olhos, das mais variadas dimensões e em tantas posições quantas consegui imaginar... Só parei quando, com estas feições, me dei por satisfeita!
A fase seguinte, a da operação-transfer do papel para o pano, requeria mais tempo e sossego, mas esforcei-me por aconchegar as horas e lá fui pondo a funcionar o giz e a tesoura, depois os alfinetes, e por fim a máquina de costura. Para terminar, de agulha em punho bordei as caras a ponto cheio, ponto pé de flor e ponto adiante.(E aqui fica o devido parêntesis para agradecer à Filomena Parra, o workshop por ela promovido sobre Bordados Tradicionais, que me tem sido extremamente útil! :)
Os bonecos são todos iguais ( porque partem do mesmo molde), mas cada qual com um look diferente!
Os tecidos usados são de algodão, as carinhas em feltro 100% lã e o enchimento em material anti-alérgico.
Fi-los "meninas" e "meninos" e por agora há cinco disponíveis...
...para brincar, abraçar, adormecer, beijar...
... ou simplesmente para ao acordar ter uma cara sorridente a olhar para nós!
Interessado em mais fotos e informações?
Basta clicar aqui !
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Vaga preenchida
Quem leu o livro O Lado Selvagem ( Into The Wild ) decerto concordará comigo se eu disser que o "recado final" deixado pelo aventureiro Cristopher McCandless é a importância da partilha. Esta experiência poderá mesmo dar sentido à existência humana.
Talvez por acreditar nesta mensagem e por se me ensombrar a alma ao ver existências solitárias - mesmo sendo estas existências sustidas por um par de patas- lá consegui arranjar uma nova companheira para o pato ganso, que até há pouco tempo por aí deambulava sózinho, grasnando, sem que nada nem ninguém lhe respondesse na mesma língua.
A foto foi tirada numa altura em que o casal andava de candeias às avessas, mas não se preocupem porque depressa se reconciliaram... Remodelámos a capoeira, arranjámos-lhes uma suite privada, e agora quando o ganso deseja Bom Dia! ou Boa Noite! já há quem o entenda e lho retribua... em língua de pato!
Talvez por acreditar nesta mensagem e por se me ensombrar a alma ao ver existências solitárias - mesmo sendo estas existências sustidas por um par de patas- lá consegui arranjar uma nova companheira para o pato ganso, que até há pouco tempo por aí deambulava sózinho, grasnando, sem que nada nem ninguém lhe respondesse na mesma língua.
A foto foi tirada numa altura em que o casal andava de candeias às avessas, mas não se preocupem porque depressa se reconciliaram... Remodelámos a capoeira, arranjámos-lhes uma suite privada, e agora quando o ganso deseja Bom Dia! ou Boa Noite! já há quem o entenda e lho retribua... em língua de pato!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Acabei de ler
Dei com este livro num catálogo e foi o título que me levou à encomenda. A promessa da história se enquadrar entre tecidos, moldes e alinhavos, reduzia drasticamente a probabilidade de não me vir a interessar por ele.
O Tempo Entre Costuras é o primeiro romance da espanhola Maria Dueñas que faz desfiar a história do amadurecimento uma jovem mulher de forma tão fluida, como o fio que se desenrola dum carrinho de linhas.
Paixões, opulência e miséria, conspirações políticas e espionagem nas décadas de 1930/40, vividas nas exóticas Tétuan e Tânger, na Madrid rastejante da época do Generalissimo Franco ou na Lisboa cosmopolita, que para manter os seus edifícios de pé e a barriga do povo minimamente satisfeita, acendeu uma vela a Deus e outra ao diabo.
Nesta troca de cenários, o correr da escrita de Dueñas inventa dias novos para Sira Quiroga, a protagonista, e ao avançar, abre cada vez mais portas que aguçam a curiosidade sobre qual será a última a fechar-se e a trancar a história...
Aconselho... até porque francamente, não tem de gostar de costuras para gostar de ler!
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Rosas de Maio
São duas as razões que me levaram a colocar aqui esta fotografia.
Este ano foi a minha mãe que, por sua iniciativa, podou todas as roseiras, num fim de semana de Fevereiro em que cá esteve. Só na semana passada as rosas começaram a despontar e apesar do Dia da Mãe já ter ido, é ela que merece as primeiras rosas. Aqui estarão sempre viçosas, tal como o meu afecto por ela. Esta é a primeira razão.
A outra prende-se com com uma sugestão home decor.
Porque não dar um uso prático a antigas cafeteiras de esmalte e utilizá-las como jarras para flores?
Este ano foi a minha mãe que, por sua iniciativa, podou todas as roseiras, num fim de semana de Fevereiro em que cá esteve. Só na semana passada as rosas começaram a despontar e apesar do Dia da Mãe já ter ido, é ela que merece as primeiras rosas. Aqui estarão sempre viçosas, tal como o meu afecto por ela. Esta é a primeira razão.
A outra prende-se com com uma sugestão home decor.
Porque não dar um uso prático a antigas cafeteiras de esmalte e utilizá-las como jarras para flores?
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