quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vaga preenchida

Quem leu o livro O Lado Selvagem ( Into The Wild ) decerto concordará comigo se eu disser que o "recado final" deixado pelo aventureiro Cristopher McCandless é a importância da partilha. Esta experiência poderá mesmo dar sentido à existência humana.
Talvez por acreditar nesta mensagem e por se me ensombrar a alma ao ver existências solitárias - mesmo sendo estas existências sustidas por um par de patas- lá consegui arranjar uma nova companheira para o pato ganso, que até há pouco tempo por aí deambulava sózinho, grasnando, sem que nada nem ninguém lhe respondesse na mesma língua.



A foto foi tirada numa altura em que o casal andava de candeias às avessas, mas não se preocupem porque depressa se reconciliaram... Remodelámos a capoeira, arranjámos-lhes uma suite privada, e agora quando o ganso deseja Bom Dia! ou Boa Noite! já há quem o entenda e lho retribua... em língua de pato!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Acabei de ler


Dei com este livro num catálogo e foi o título que me levou à encomenda. A promessa da história se enquadrar entre tecidos, moldes e alinhavos, reduzia drasticamente a probabilidade de não me vir a interessar por ele.
O Tempo Entre Costuras é o primeiro romance da espanhola Maria Dueñas que faz desfiar a história do amadurecimento uma jovem mulher de forma tão fluida, como o fio  que se desenrola dum carrinho de linhas.

Paixões, opulência e miséria, conspirações políticas e espionagem nas décadas de 1930/40, vividas nas exóticas Tétuan e Tânger, na Madrid rastejante da época do Generalissimo Franco ou na Lisboa cosmopolita, que para manter os seus edifícios de pé e a barriga do povo minimamente satisfeita, acendeu uma vela a Deus e outra ao diabo.
Nesta troca de cenários, o correr da escrita de Dueñas inventa dias novos para Sira Quiroga, a protagonista, e ao avançar, abre cada vez mais portas que aguçam a curiosidade sobre qual será a última a fechar-se e a trancar a história...

Aconselho... até porque francamente, não tem de gostar de costuras para gostar de ler!


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Rosas de Maio

São duas as razões que me levaram a colocar aqui esta fotografia.


Este ano foi a minha mãe que, por sua iniciativa, podou todas as roseiras, num fim de semana de Fevereiro em que cá esteve. Só na semana passada as rosas começaram a despontar e apesar do Dia da Mãe já ter ido, é ela que merece as primeiras rosas. Aqui estarão sempre viçosas, tal como o meu afecto por ela. Esta  é a primeira razão.

A outra prende-se com com uma sugestão home decor.
Porque não dar um uso prático a antigas cafeteiras de esmalte e utilizá-las como jarras para flores?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Serões da Província


É este o fruto do trabalho dos últimos serões, passados a descascar ervilhas. 
Aos pés, um balde cheio até  acima, ao colo uma taça vazia; treina-se a agilidade dos dedos e ao mesmo tempo  rentabiliza-se o tempo em frente ao televisor enquanto se vêem as notícias ou o futebol.
Depois de descascadas, foram congeladas, pois por aqui, tal como a formiga, amealha-se no "Verão" para aprovisionar para o Inverno...Na verdade, não acredito  que durem até ao Inverno, mas pelo menos até ao Outono não hei-de ter de comprar bolinhas destas!

E desse lado, como costumam cozinhar as vossas ervilhas?

(Informo quem esteja interessado, que já tive tempo de colocar na montra a terceira mantinha de Verão que fiz. Pelas medidas da peça é indicada para usar no ovo/alcofa do bébé. Para mais informações e detalhes, clique aqui )

terça-feira, 3 de maio de 2011

Bases em Patchwork

E aqui está o que costurei no fim de semana: um conjunto de bases para copos ou chávenas em patchwork.


Adequadas para servir café ao serão, na mesinha da sala; para apoiar os copos na mesa de jantar (e surpreender os convidados!) ou para levar para a mesa de cabeceira, com uma chávena de chá.

Para as fazer, escolhi um padrão comum (com o qual também fiz a bolsa) e para individualizar cada base, optei por debruar cada qual com a sua cor. Os tecidos são "encorpados" ( a parte de trás é em ganga) e no meio pus entretela para conferir a "rigidez" adequada a este tipo de peças.


À medida que iam ficando prontas, o conjunto tornava-se cada vez mais alegre e ia ganhando "cara de prenda para Amiga"...se lhe calhar esse destino, suspeito que quem as receber, ao usá-las, se lembrará sempre dessa Amizade!


Disponíveis com mais detalhes na montra .

domingo, 1 de maio de 2011

Adivinhem!

Na sexta-feira à noite, bem noite, decidi que tinha que costurar qualquer coisa no fim de semana. Começar e acabar qualquer projecto.
Já devia passar da meia-noite quando defini o que iria fazer. Não podia ser muito complicado, para não me tomar demasiado tempo e tinha que ser algo diferente...

Nos intervalos dos afazeres, e ontem pelo serão dentro, dei conta da empreitada. A meio, achei que fazia sentido haver uma "embalagem" e  também a fiz: cá está ela!




É o que vos mostro hoje, propondo um desafio: que adivinhem o que está lá dentro!
Atenção que a maçã não é pista; é apenas para dar a noção do tamanho da bolsa!

Se não conseguirem adivinhar, mantenham-se sintonizados!  Para a próxima, faço a revelação!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sabe bem...


... vir até ao Alto Alentejo em Maio, quando o frio já se foi embora e os calores ainda não chegaram.
O ar rejuvenescido, as imagens singulares e a impressão contagiante do "parar do tempo" dão-nos vontade de sair para a rua logo pela manhã ou ao fim da tarde.


Afinal , nem é assim tão longe, mas é tão diferente...

... por isso aqui fica a proposta para um passeio de fim de semana, daqueles que nos retemperam as forças e com cores que nos lavam o olhar...

Se optar pelo primeiro fim de semana de Maio, e numa vertente mais cultural, poderá  inclusivé participar num passeio pedestre à cidade de Portalegre, grátis e orientado por uma guia da Câmara Municipal (Manhã de Sábado  - dia 7), que lhe contará a história dos principais recantos  da terra, a par de curiosidades da região.


( Rua do Comércio em Portalegre-  Foto retirada de anossaterrinha.blogspot.com)
  Nessa iniciativa encontra-se também incluída uma visita ao Museu das Tapeçarias de Portalegre.

Famosas em França e na Flandres, este género de tapeçarias tem uma história recente em Portugal que data de meados do século XX.  Nessa época, dois amigos, Guy Fino e Manual Celestino Peixeiro fizeram reviver nesta cidade a tradição dos tapetes de ponto de nó.
(Foto retirada de cafeportugal.net)

As Tapeçarias de Portalegre são manufacturadas a partir de um original de um pintor, transposto para outro suporte e a uma outra escala. A qualidade e técnica originais usadas, que espantam quem vai à espera de encontrar simples reproduções de obras de artistas plásticos,  já granjearam reconhecimento internacional.

(Foto retirada de portalegrecidadedoaltoalentejo.blogspot.com)
Uma interessante simbiose entre a tinta e o têxtil que os visitantes da cidade não devem perder!

(E por último, puxando a "brasa à minha sardinha", se não tiver ideia onde dormir, sugiro a nossa casa na zona histórica de Cabeço de Vide, que pode espreitar no arquivo de Março deste blog! )