sexta-feira, 6 de maio de 2011

Serões da Província


É este o fruto do trabalho dos últimos serões, passados a descascar ervilhas. 
Aos pés, um balde cheio até  acima, ao colo uma taça vazia; treina-se a agilidade dos dedos e ao mesmo tempo  rentabiliza-se o tempo em frente ao televisor enquanto se vêem as notícias ou o futebol.
Depois de descascadas, foram congeladas, pois por aqui, tal como a formiga, amealha-se no "Verão" para aprovisionar para o Inverno...Na verdade, não acredito  que durem até ao Inverno, mas pelo menos até ao Outono não hei-de ter de comprar bolinhas destas!

E desse lado, como costumam cozinhar as vossas ervilhas?

(Informo quem esteja interessado, que já tive tempo de colocar na montra a terceira mantinha de Verão que fiz. Pelas medidas da peça é indicada para usar no ovo/alcofa do bébé. Para mais informações e detalhes, clique aqui )

terça-feira, 3 de maio de 2011

Bases em Patchwork

E aqui está o que costurei no fim de semana: um conjunto de bases para copos ou chávenas em patchwork.


Adequadas para servir café ao serão, na mesinha da sala; para apoiar os copos na mesa de jantar (e surpreender os convidados!) ou para levar para a mesa de cabeceira, com uma chávena de chá.

Para as fazer, escolhi um padrão comum (com o qual também fiz a bolsa) e para individualizar cada base, optei por debruar cada qual com a sua cor. Os tecidos são "encorpados" ( a parte de trás é em ganga) e no meio pus entretela para conferir a "rigidez" adequada a este tipo de peças.


À medida que iam ficando prontas, o conjunto tornava-se cada vez mais alegre e ia ganhando "cara de prenda para Amiga"...se lhe calhar esse destino, suspeito que quem as receber, ao usá-las, se lembrará sempre dessa Amizade!


Disponíveis com mais detalhes na montra .

domingo, 1 de maio de 2011

Adivinhem!

Na sexta-feira à noite, bem noite, decidi que tinha que costurar qualquer coisa no fim de semana. Começar e acabar qualquer projecto.
Já devia passar da meia-noite quando defini o que iria fazer. Não podia ser muito complicado, para não me tomar demasiado tempo e tinha que ser algo diferente...

Nos intervalos dos afazeres, e ontem pelo serão dentro, dei conta da empreitada. A meio, achei que fazia sentido haver uma "embalagem" e  também a fiz: cá está ela!




É o que vos mostro hoje, propondo um desafio: que adivinhem o que está lá dentro!
Atenção que a maçã não é pista; é apenas para dar a noção do tamanho da bolsa!

Se não conseguirem adivinhar, mantenham-se sintonizados!  Para a próxima, faço a revelação!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sabe bem...


... vir até ao Alto Alentejo em Maio, quando o frio já se foi embora e os calores ainda não chegaram.
O ar rejuvenescido, as imagens singulares e a impressão contagiante do "parar do tempo" dão-nos vontade de sair para a rua logo pela manhã ou ao fim da tarde.


Afinal , nem é assim tão longe, mas é tão diferente...

... por isso aqui fica a proposta para um passeio de fim de semana, daqueles que nos retemperam as forças e com cores que nos lavam o olhar...

Se optar pelo primeiro fim de semana de Maio, e numa vertente mais cultural, poderá  inclusivé participar num passeio pedestre à cidade de Portalegre, grátis e orientado por uma guia da Câmara Municipal (Manhã de Sábado  - dia 7), que lhe contará a história dos principais recantos  da terra, a par de curiosidades da região.


( Rua do Comércio em Portalegre-  Foto retirada de anossaterrinha.blogspot.com)
  Nessa iniciativa encontra-se também incluída uma visita ao Museu das Tapeçarias de Portalegre.

Famosas em França e na Flandres, este género de tapeçarias tem uma história recente em Portugal que data de meados do século XX.  Nessa época, dois amigos, Guy Fino e Manual Celestino Peixeiro fizeram reviver nesta cidade a tradição dos tapetes de ponto de nó.
(Foto retirada de cafeportugal.net)

As Tapeçarias de Portalegre são manufacturadas a partir de um original de um pintor, transposto para outro suporte e a uma outra escala. A qualidade e técnica originais usadas, que espantam quem vai à espera de encontrar simples reproduções de obras de artistas plásticos,  já granjearam reconhecimento internacional.

(Foto retirada de portalegrecidadedoaltoalentejo.blogspot.com)
Uma interessante simbiose entre a tinta e o têxtil que os visitantes da cidade não devem perder!

(E por último, puxando a "brasa à minha sardinha", se não tiver ideia onde dormir, sugiro a nossa casa na zona histórica de Cabeço de Vide, que pode espreitar no arquivo de Março deste blog! )



terça-feira, 26 de abril de 2011

Ovos da Páscoa



Ninhada abençoada!
Os ovos eclodiram entre Quinta-feira Santa e Sábado Aleluia; dois não sobreviveram, mas estes quatro vingaram!
Cheios de vitalidade, dão pulinhos, arriscam esboços de vôos por entre a palha e debicam aqui e ali seguindo o exemplo da mãe, persistente no ensino!
Que modelo de mãe-galinha esta, a mais pequena da capoeira, mas a pioneira a chocar nesta Primavera!
...E que ninguém se atreva a tocar em nenhuma das suas "bolinhas amarelas", que ela de penugem eriçada, não se coibe de ferozmente as defender e proteger debaixo das suas asas!

Ai, ai!  Tivesse eu mais tempo e era capaz de passar horas a ver este espectáculo!...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

... e pronta!


 
Acabada e fotografada no Sábado Aleluia, mas com a desrotina da Páscoa, passei dois dias sem me pôr em frente do computador e só hoje vo-la mostro.



Que acham?!

Como "companheira" da mantinha, e com os mesmos tecidos, fiz este bonequinho de tamanho adequado para um bébé. É florido por trás...


e assim de frente!


Os olhitos são em feltro de lã e o focinhito bordado a ponto margarida e ponto cheio no próprio boneco, portanto à prova da natural curiosidade infantil!

Em breve coloco o conjunto na montra com mais detalhes!

sábado, 23 de abril de 2011

Continuando...

...a mostrar as voltas que leva a mantinha de bébé até ficar pronta...

"No último episódio", estava eu a coser os quadrados grandes uns aos outros. Essa tarefa está terminada e feita a parte da frente da manta.

De seguida, mede-se a peça obtida e corta-se o tecido escolhido para a parte de trás da manta, ligeiramente maior. Eu escolhi um algodão rosa pálido.


 
Com as mesmas medidas corta-se também o enchimento; neste caso optei por baeta 100% algodão que comprei na Arco Íris a Metro .
"Ensanduicham-se" os três materiais, o rosa pálido por baixo, o enchimento no meio e a peça em patchwork por cima e prendem-se com muitos alfinetes de dama, uniformemente colocados. Cose-se à máquina.

Segue-se o debrum.



Há que obter o perímetro da manta, cortar tiras que prefaçam essa medida e uni-las, cosendo-as à máquina.
Dobra-se a tira obtida ao meio (lado direito do tecido para fora), vinca-se com o ferro e alfineta-se em redor da manta.


Cose-se o debrum à máquina, junto à extremidade da manta, vira-se para o outro lado e volta-se a alfinetar todo em volta da parte de trás. E pronto, falta só coser à mão, com ponto invisível!



É o que vou fazer agora!
À tarde tiro as fotografias e logo venho cá mostrar o resultado final! ;)