sábado, 23 de abril de 2011

Continuando...

...a mostrar as voltas que leva a mantinha de bébé até ficar pronta...

"No último episódio", estava eu a coser os quadrados grandes uns aos outros. Essa tarefa está terminada e feita a parte da frente da manta.

De seguida, mede-se a peça obtida e corta-se o tecido escolhido para a parte de trás da manta, ligeiramente maior. Eu escolhi um algodão rosa pálido.


 
Com as mesmas medidas corta-se também o enchimento; neste caso optei por baeta 100% algodão que comprei na Arco Íris a Metro .
"Ensanduicham-se" os três materiais, o rosa pálido por baixo, o enchimento no meio e a peça em patchwork por cima e prendem-se com muitos alfinetes de dama, uniformemente colocados. Cose-se à máquina.

Segue-se o debrum.



Há que obter o perímetro da manta, cortar tiras que prefaçam essa medida e uni-las, cosendo-as à máquina.
Dobra-se a tira obtida ao meio (lado direito do tecido para fora), vinca-se com o ferro e alfineta-se em redor da manta.


Cose-se o debrum à máquina, junto à extremidade da manta, vira-se para o outro lado e volta-se a alfinetar todo em volta da parte de trás. E pronto, falta só coser à mão, com ponto invisível!



É o que vou fazer agora!
À tarde tiro as fotografias e logo venho cá mostrar o resultado final! ;)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Friends Will Be Friends


Esta última semana quente de Primavera fervilhou de vida e esgotou-me o tempo e as forças!

Foram muros para caiar; limpezas para fazer; as favas e ervilhas que amadureceram e tiveram de ser colhidas; as vacinas das ovelhas; os coentros a espigar e a pedir para serem picados e congelados; a casa da vila que teve que estar em ordem para hóspedes que chegaram... e amigos de lá muito atrás que pela primeira vez me visitaram aqui no Alentejo.
Há um ano e meio que não nos encontrávamos, e apesar destes serem daqueles que parecem que nunca mudam, há sempre TANTO para contar e partilhar!


O Rui e a Dulce são dois amigos de adolescência e juventude. Para além das vivências próprias desse período, com ele, tive um programa  de rádio sobre grupos musicais (O Rui é um expert em conhecimentos do tema) na  Oásis 106.4 FM - a rádio local - e, com ela, ocupámos alguns verões, trabalhando  na Comissão de Festas e organizando as festas da vila onde morávamos. :))

Fiquei acelerada  e alegre com a eminência da sua vinda e recebi-os com  um abraço de saudades e uma limonada fresquinha perfumada com menta.


Ao partir, levaram alguns pedacinhos de cá:  favas, ovos, alfaces e num vaso, uns pézinhos de hortelã-pimenta.

Por cá, ficou o rasto feliz que deixam as famílias unidas e que se dão bem, por onde quer que passem!


...Loved to Have You Here, My Vintage Friends!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vivendo e aprendendo


Apesar de já há diversos anos cozinhar soja, havia algo de muito "Elementar, meu caro Watson!" que me escapava!
Um pequeno truque que faz muita diferença no resultado final e que teve de me ser revelado por B+A=BA, caso contrário, não chegava lá!

De acordo com o modo de preparação indicado nos pacotes de soja, eu demolhava-a algum tempo antes, ou mesmo na véspera, e na hora de a pôr na panela, simplesmente escorria a água.
Ora, neste procedimento há um segredo a não descurar se queremos que a soja absorva os sabores dos seus colegas de tacho: é que para além de escorrer a água, há que APERTAR os bocados de soja com as mãos e ESPREMÊ-LOS COM FORÇA!
Assim, tal como uma esponja, sai toda a água e a soja (seja em bocados maiores, seja a granulada) deixa de estar saturada de água, o que impedia que tomasse os sabores dos demais ingredientes e condimentos!

Era lógico...porque não pensei nisso antes?!

Soja Guisada Com Legumes

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fazendo...

No fim de semana comecei a terceira mantinha de Verão feita em retalhos.
É que a Páscoa está à porta e há que pôr mãos à obra, pois não gosto de falhar!
Então e como aqui também prometi, passo a mostrar o processo que sigo para a  sua confecção.

O primeiro que há a fazer é escolher os tecidos a empregar.


Desta vez optei apenas por dois tons, com motivos miudinhos.

Este é, a meu ver, o único momento que requer inspiração em todo o processo...há que conseguir visualizar mentalmente como conjugam as cores escolhidas na peça depois de pronta... é fazer um pouco de futurologia!
Por vezes faço várias tentativas de coordenações de tons, noutras (como aconteceu na primeira manta) olho para a minha vitrine dos tecidos, e tiro os certos logo à primeira!

Daqui em diante, e tal como em todos os trabalhos criativos, a peça evolui mediante esforço e concentração na tarefa!  É que por mais bonitas que sejam, todas as peças são o resultado de 95% de trabalho e 5% de inspiração!


A primeira fase do trabalho em si, consiste em cortar os retalhinhos. Eu uso tábua, régua de corte e cortador rotativo. Dão uma grande rentabilidade a esta tarefa.

Cortei 40 quadradinhos de cada tecido, cosi-os a par e cortei-os ao meio. Resultaram assim.


Depois "monta-se o puzzle". É que estes quadradinhos permitem criar diferentes efeitos, portanto há que dispô-los num padrão do nosso agrado.
Desta vez decidi construir quadrados maiores, e por agora é o que estou a fazer: a costurar na máquina os quadrados grandes...



...e mais não há...por  enquanto!...

sábado, 9 de abril de 2011

As cores dos nomes

(Rainbow - o 1º quadro que pintei no Alentejo-2006 - acrilíco)
Para mim, os nomes têm cores.
Teresa e Helder são  nomes amarelos; Carlos e Márcia, azuis; Cristina e Ivo, brancos, Mónica e Sofia, vermelhos e Rui e Bruno, pretos.
Como assim?
A explicação que intuo é que na minha cabeça haverá alguma ténue ligação entre os neurónios da visão e os da audição, que sem excepção me faz associar o som das cinco vogais do alfabeto a cinco cores distintas: o "A" é azul, o "E", amarelo; o "I", branco"; o "O", vermelho e o "U", preto...Depois, como as vogais estão presentes em todas as palavras, isso implica que também haja nelas, em especial nos nomes próprios, tonalidades de cor.

Porém, nem sempre a minha mente é linear; é que há nomes que têm mais de uma cor, por ex. Catarina, é azul e branco, Augusta, preto e azul escuro e João, vermelho escuro e azul escuro... e ainda estou para descobrir a que lógica obedece o facto de eu "ver" Fernanda e Alexandre em tons verde-água!

Será que há pessoas que "veêm" outras cores nos sons das letras? E haverá alguma ponta de verdade nesta associação, que para mim é tão clara como a água e tão certa como dois e dois serem quatro?!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Borragem dá coragem!


Até podem julgar que não conhecem esta planta, mas o mais provável é que simplesmente não tenham reparado bem nela, crescendo junto a muros, ruínas ou descampados. É uma planta com folhas verde-acinzentadas, oblongas e cobertas de pêlos brancos. Ao colhê-la (em particular, as maiores) nota-se que o caule é oco, mas o que dá mais nas vistas são as pequenas flores em forma de estrela e de um azul anilado, que desabrocham no início da Primavera.

Como servi-la no prato?
Podem picar as folhas, juntá-las às saladas e inclusivé colori-las com as florinhas azuis (comestíveis!).
O que desta vez optei por fazer foi fritá-la. No livro A Portuguesa de Nápoles de Enzo Striano, li que era servida assim, como petisco, numa taberna da cidade.

É fácil de preparar. Dividi a planta em pedaços e fiz um polme de farinha e água com gás ( não deve ficar nem muito líquido, nem muito espesso), onde mergulhei esses bocados que depois fritei por dois minutos, virando a meio.
Para acentuar o sabor, ao servir, molha-se o frito num pouco de molho de soja.


(Muito rica em cálcio e sais minerais, a borragem possui qualidades diuréticas, expectorantes e anti-inflamatórias)

...Ah, e  o porquê do título?
É que antes de partirem à conquista de novos territórios, os guerreiros Celtas bebiam infusões desta planta e borrach  (bravura), foi o nome com que a baptizaram !

segunda-feira, 4 de abril de 2011

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PROCURA-SE COMPANHEIRA



                        Quem que casar com o pato ganso,
                               que além de bom sentinela,
                               é bem parecido,
                               leal
                               e de feitio manso?