sábado, 9 de abril de 2011

As cores dos nomes

(Rainbow - o 1º quadro que pintei no Alentejo-2006 - acrilíco)
Para mim, os nomes têm cores.
Teresa e Helder são  nomes amarelos; Carlos e Márcia, azuis; Cristina e Ivo, brancos, Mónica e Sofia, vermelhos e Rui e Bruno, pretos.
Como assim?
A explicação que intuo é que na minha cabeça haverá alguma ténue ligação entre os neurónios da visão e os da audição, que sem excepção me faz associar o som das cinco vogais do alfabeto a cinco cores distintas: o "A" é azul, o "E", amarelo; o "I", branco"; o "O", vermelho e o "U", preto...Depois, como as vogais estão presentes em todas as palavras, isso implica que também haja nelas, em especial nos nomes próprios, tonalidades de cor.

Porém, nem sempre a minha mente é linear; é que há nomes que têm mais de uma cor, por ex. Catarina, é azul e branco, Augusta, preto e azul escuro e João, vermelho escuro e azul escuro... e ainda estou para descobrir a que lógica obedece o facto de eu "ver" Fernanda e Alexandre em tons verde-água!

Será que há pessoas que "veêm" outras cores nos sons das letras? E haverá alguma ponta de verdade nesta associação, que para mim é tão clara como a água e tão certa como dois e dois serem quatro?!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Borragem dá coragem!


Até podem julgar que não conhecem esta planta, mas o mais provável é que simplesmente não tenham reparado bem nela, crescendo junto a muros, ruínas ou descampados. É uma planta com folhas verde-acinzentadas, oblongas e cobertas de pêlos brancos. Ao colhê-la (em particular, as maiores) nota-se que o caule é oco, mas o que dá mais nas vistas são as pequenas flores em forma de estrela e de um azul anilado, que desabrocham no início da Primavera.

Como servi-la no prato?
Podem picar as folhas, juntá-las às saladas e inclusivé colori-las com as florinhas azuis (comestíveis!).
O que desta vez optei por fazer foi fritá-la. No livro A Portuguesa de Nápoles de Enzo Striano, li que era servida assim, como petisco, numa taberna da cidade.

É fácil de preparar. Dividi a planta em pedaços e fiz um polme de farinha e água com gás ( não deve ficar nem muito líquido, nem muito espesso), onde mergulhei esses bocados que depois fritei por dois minutos, virando a meio.
Para acentuar o sabor, ao servir, molha-se o frito num pouco de molho de soja.


(Muito rica em cálcio e sais minerais, a borragem possui qualidades diuréticas, expectorantes e anti-inflamatórias)

...Ah, e  o porquê do título?
É que antes de partirem à conquista de novos territórios, os guerreiros Celtas bebiam infusões desta planta e borrach  (bravura), foi o nome com que a baptizaram !

segunda-feira, 4 de abril de 2011

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PROCURA-SE COMPANHEIRA



                        Quem que casar com o pato ganso,
                               que além de bom sentinela,
                               é bem parecido,
                               leal
                               e de feitio manso?

                               

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Colcha e Almofada para Berço


Decidi que até à Páscoa havia de fazer três, portanto cá está a segunda.

Com cores mais fortes e vincadas, e com um look muito campestre, esta manta ou colcha de Verão para bébé, é um tudo ou nada maior do que a primeira.

Para acompanhá-la fiz uma pequena almofada nos mesmos tons... não sei porquê acho que não devem ficar sózinhas...


Quanto aos materiais, exactamente os mesmos: algodões leves e baeta 100% algodão para o "recheio".
A almofadinha tem enchimento sintético anti-alérgico e a fronha é do tipo envelope para se poder lavar à parte.

Há-de aparecer uma terceira... e essa vou mostrar como a faço!

(Os interessados encontram mais detalhes na montra .)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Achados & Encontrados

(Bombons com recheio de Vinho Tinto - Produto da Adega Mayor em Campo Maior )

Chegados ao fim de Março, resta-me anunciar o eleito do Achados & Encontrados deste mês.
A escolha vai para uma frase. Encontrei-a escrita nesta caixa de bombons e a meu ver descreve de forma notável esta região de terra imensa e de céu aberto.


" No Alentejo, a terra ama platonicamente o longe
e ao tentar dar a mão ao horizonte esticou a planície.

Com a ajuda do vento, ela dança, canta e respira,
 segredando frutos ao silêncio que se aproxima para ouvi-la."

terça-feira, 29 de março de 2011

Almofada de amamentar


O pedido de encomenda chegou-me do Algarve, foi feita aqui, no Alentejo, e enviada para o seu destinatário, o pequeno João Gil, na zona Oeste.
Se há meia dúzia de meses me pedissem para descrever uma almofada de amamentação, deixava a folha de caderno em branco. Portanto, para saber como era, fui ver a uma loja e fiz a primeira.
Porém, a que vi não era um bom exemplar e por isso a que fiz  também não ficou bem: o enchimento em bolinhas de esferovite ficou pouco compacto e as "pernas" da almofada demasiado compridas...
Claro que não desisti. Corrigindo os erros e fazendo novas pesquisas, peguei em papel e lápis, tracei, apaguei, voltei a riscar, recortei, costurei e usei enchimento anti-alérgico das almofadas para a engordar.


 
Segundo o feed-back da recém mamã, ficou bonita, funcional e prática ( pode facilmente tirar-se a capa exterior para lavar na máquina) e como se ajusta bem à cintura, torna a tarefa da amamentação ( a peito ou a biberon) mais confortável !




 Bem e se já acertei com o molde...  porque não aceitar encomendas?
(Caso esteja interessado, envie um e-mail para diasascores.heartmade@gmail.com)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Manta de Verão para Bébé




Gosto da palavra manta. É muito feminina e ternurenta e faz-me lembrar o prazer de nos sentirmos quentes no Inverno.
Mas não foi a pensar no frio a sério que iniciei este projecto em patchwork. Foi sim, a pensar no fresco das manhãs e noites de Verão, em que os pais saboream as férias e passeam com os seus novos rebentos.



Para  fazer esta mantinha cortei 117 quadradinhos e como eram tantos tive algum receio que, com os desvios de um ou outro milímetro, no final não ficasse perfeito...mas como tentei fazer tudo com bastante precisão, não é que... ficou!

Como depois de acabar a mantinha me sobraram quadradinhos, decidi fazer um saco para guardar  as coisas do bébé e que se pode pendurar e levar no carrinho. 


Fibras naturais (tecidos e enchimento 100% algodão) e debrum cosido à mão.


Leve, macio e aconchegante ... 


Um conjunto bonito e uma prenda generosa para bébé!


Disponível com mais informação aqui.