quinta-feira, 17 de março de 2011

Casa de Cabeço de Vide - a cozinha


Para dizer a verdade, a remodelação da cozinha foi a que menos tempo consumiu.
Limpeza, muita arrumação e contas de subtracção aos muitos tarecos que lá viviam. Aproveitaram-se alguns utensílios em bom estado e compraram-se outros, apenas os essenciais.
É uma cozinha pequena, mas com espaço liberto, e com o necessário para quem esteja de férias e queira andar completamente ao seu ritmo, sem se sujeitar a horários de restaurantes e  ao mesmo tempo, poupar nas refeições.


As cortinas e a toalha da mesa são obra da Dona Augustinha; a minha assinatura deixei-a nesta pega, na cercadura de flores que pintei na chaminé e nesta tapeçaria em fio de algodão que teci no meu pequeno tear.



A cozinha tem uma porta para o exterior, mas como o tempo não tem ajudado para trabalhos de jardinagem, confesso que se fossemos lá fora agora, encontrávamos algumas ervas a mais...
Será tarefa para o fim de semana...Mas o quintal também há-de aparecer por aqui... Vale a pena!

terça-feira, 15 de março de 2011

Casa de Cabeço de Vide - o quarto

Meto a chave à porta e abro-a. Subo meia dúzia de degraus de pedra com o espelho caiado e, ao cimo arredo a cortina de renda para o lado. É aqui o quarto.

Cá dentro, a meio, se esticarmos o braço conseguimos tocar os barrotes de madeira inclinados do tecto que me transmitem uma sensação de aconchego...como se esta fosse uma casa de madeira isolada a meio de uma montanha nevada...
Mas não é. No Verão é abrasada pelo calor alentejano, porém as paredes grossas de pedra oferecem uma boa resistência, aliada ao (pouco estético) air condicioned que as exigências da vida moderna já raramente dispensam.


Recuperado com esmero pela Dona Augustinha, a proprietária original, o mobiliário é simples. Duas camas de ferro -de casal e individual-, um baú, duas mesas e duas cadeiras. De uma reentrância na parede fez-se espaço para arrumar roupa e bagagem e de diversos retalhos fiz este conjunto de almofadas e o coração decorativo...


À excepção da colcha da cama de casal, costurada pela Dona Augustinha, numa bela chita de Alcobaça verde e rosa que determinou os tons do quarto, o resto dos adereços foram feitos por mim. Por tentativa e erro, lá foram surgindo naperons, cortinas e almofadas que, aliados à convivência harmoniosa, transformaram a casa num lar para quem aqui queira passar fins de semana ou curtas temporadas!



Informações e reservas através de diasascores.heartmade@gmail.com

sábado, 12 de março de 2011

Desolada...

foi como fiquei hoje de manhã, quando fui soltar os animais. O ninho vazio. Dentro da cerca apenas grasnava o pato ganso. Por instantes quis alimentar a esperança que a pata gansa só se tivesse ausentado por uns momentos e que nos tivéssemos desencontrado. Procurei-a, mas o que acabei por encontrar a umas dezenas de metros, foram só algumas penas.
Se desse um impulso e voasse, sei que ela conseguiria sair da cerca e ir para o ar livre (mea culpa) e foi o que deve ter acontecido a meio da noite ou sob a manhã. Um predador de médio porte com fome por perto, e fica a história contada.

Por alguma razão ainda tem de ser assim, mas desagrada-me esta característica predatória do planeta. Todos os seres se alimentam de outros. Porque não nascem os  seres "condenados" à Terra com uma bateria de energia suficiente para o cumprimento da sua missão, dispensando esta voracidade tão  primitiva?

Voa, linda pata gansa! Voa até ao Céu!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Bolo (fácil) de Laranja


Não que eu tenha particular inclinação para doçaria, mas este como é tão simples, saiu bem à primeira. Bonito, bem cozido e delicioso!
Umas fatias foram-se a seguir ao jantar; a maior parte levei-a para oferecer a um casal de amigos com idade para serem meus avós que fui visitar!

Para quem quiser experimentar aqui ficam os passos a seguir:

Cortar uma laranja (com casca e tudo) em 4 partes e retirar as sementes.
Colocá-la no copo da varinha mágica e adicionar 4 ovos, uma cháv. (chá) de óleo e outra de açucar e passar a varinha até ficar cremoso.



Numa tigela grande, pôr 3 cháv. (chá) de farinha e uma colher sopa de fermento e juntar o preparado anterior, mexendo até obter uma massa homógenea.

Despejar para dentro de forma untada e enfarinhada e levar a cozer em forno pré-aquecido (cerca de 35 min.) Atenção: nunca abrir o forno durante os primeiros 20 min. de cozedura! 



Retirar do forno e regar com um copo de sumo de laranja.
Desenformar quando estiver frio e polvilhar com coco, a gosto.

Nós por cá acompanhamos com chá de menta!

terça-feira, 8 de março de 2011

Cabeço de Vide - Vila Velha

Hoje esteve um dia  frio e chuvoso,  daqueles em que só apetece ficar em casa.
Por isso, e porque sabe sempre bem sair um pouco nos dias feriados, proponho que me acompanhem num passeio virtual pela zona antiga de Cabeço de Vide.
Situada no Alto Alentejo,  no concelho de Fronteira, a vila encontra-se actualmente dividida entre dois tempos  - o passado e o presente - isto é, entre a zona histórica e outra de construção bastante mais recente, chamada rossio.

A zona histórica foi berço e baptizou a vila e como se estende por um cabeço encimado por uma fortificacão ainda hoje existente, há que...

...subir...



...descer...

...espreitar pelas ruelas nas encruzilhadas...


e distrair o cansaço observando pormenores numa  chaminé, numa porta ou numa varanda...


Muito cobiçada, em tempos idos Cabeço de Vide  chegou a pertencer a  Alter do Chão; também já foi autónoma e  nessa altura era aqui  que funcionavam os Passos de Concelho


Actualmente uma casa particular, em que a proprietária fez questão de manter as iniciais do antigo edíficio...



...para resistir ao apagar da memória à medida que o tempo passa.



É igualmente nesta emproada vila velha que se situa uma pequena casa centenária que nos últimos meses tomou bastante do nosso tempo. Agora, e após pequenas obras e muitas remodelações está pronta a receber visitantes. 

Se a querem ver por dentro, fiquem por aí pois brevemente vou abrir a porta!


sábado, 5 de março de 2011

Pata Choca


No início de Fevereiro começou a pôr  ovos. Enormes, se comparados com os galinha.
Punha um, dia sim, dia não e escondia-os bem na palha do ninho que eu lhe tinha preparado numa velha casota de madeira.
No total, são treze  os ovos que, acerca de uma semana, a pata gansa está a chocar.
É a primeira vez que passo pela experiência, mas um vizinho já me disse que o choco dura pouco mais de um mês e que não é preciso preocupar-me com nada. "A pata trata de tudo sózinha."
Uma coisa é certa: ela que passava o dia a deambular e a pastar pelo prado com o seu companheiro, deu uma volta de 180 graus na sua rotina e à excepção de uma vez por dia, em que sai para uma banhoca rápida e debicar alguma erva, nunca abandona o ninho, não vão os ovos arrefecer!
Que gestante tão extremosa!

...Sim,  e caso o choco vá avante, (Cross your fingers!) no mês de Abril, hei-de vir aqui fazer a apresentação oficial da prole!