sábado, 26 de fevereiro de 2011

Peixes


Diz quem sabe, que há 20 anos não se vendia peixe fresco em Cabeço de Vide. A 10 km, em Alter do Chão, sim. Vendia-se sardinha duas vezes por semana.
Hoje, é diferente. Embora a variedade não seja muita, no mercado de cá já há peixe três vezes por semana,  mas é no talho que as gentes do interior esperam de pé para serem atendidas.

Estes que fiz, não servem para comer, no entanto ficarão muito bem numa casa à beira-mar, à beira-rio ou num quarto de criança ...e ainda melhor se o pequenote fizer anos nas próximas semanas e for do signo peixes!




Para ver melhor Na Montra.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cálcio verde


Foi a minha mãe, ontem ao telefone, que me deu esta dica e eu como a achei tão invulgar e ao mesmo tempo tão simples, não vou perder tempo e partilho-a desde já.

Sabiam que a couve se pode comer crua?

Se separarmos os talos e a migarmos na tábua muito fininha (tipo caldo verde), pode juntar-se a qualquer salada de legumes, prato de arroz ou de massa!
Hoje ao almoço, já experimentei com uma salada vulgar de alface, cenoura e cebola... e não se dando pela couve, a salada ficou enriquecida com uma dose valiosa de vitaminas,cálcio e outros minerais !


Aproveitemos os legumes da estação, porque em cada ciclo, a terra dá-nos exactamente aquilo que precisamos!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ler


Há livros que nos consomem. Poucos, mas há.
Aqueles que ancoram em nós na primeira página, no primeiro parágrafo, ou até na primeira linha e nos desinquietam a ponto de só dar descanso no último ponto final parágrafo. São histórias possessivas que nos obrigam a desligar de tudo o resto, porque elas sim, exigem ser engolidas e encaixar-se algures por dentro.

 Foi um destes affairs que tive com O Leitor. O anzol enganchou-se logo na frase inicial e  nessa noite fizémos serão até horas mais do que razoáveis. O dia seguinte teria os seus afazeres, mas fui despertada por febre e dores musculares que me avisavam que era melhor deixar-me estar onde estava.
Foi estratégia... estratégia deste livro sobre o meu inconsciente para que no final dessa mesma tarde, o livro estivesse  lido, pronto e acabado.

O enredo d' O Leitor  desenrola-se na Alemanha, avançando e recuando entre a década de 1960 e o período da II Guerra Mundial - assunto pelo qual tenho natural curiosidade - e gira à volta de uma história de amor e de um segredo, narrados em capítulos curtos que terminam em jeito de começo, sendo por isso muito difícil não voltar a página.

O filme, vi-o meses depois. Correspondeu, e as imagens vieram dar contornos mais definidos a cada passagem lida.
De momento, estou convencida que foi a história mais bem construída e mais bem escrita que li... a ponto
de chegar a suspeitar que o romance era autobiográfico e não um fabuloso trabalho de criação literária...

E daí desse lado, que livro mais o tocou até agora? A leitura faz parte da sua rotina?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Rio Letes

(Ainda sobre o fim de semana...)


Na tarde de Domingo, antes do jogo, fomos até Ponte de Lima.
Uma tarde de Inverno, com fortes aguaceiros e algum vento, mas mesmo assim com gente na rua a comprar e a vender, a passear junto ao rio e a dar voltinhas de pónei com os menos crescidos...tão diferente das tardes alentejanas, ainda mais vagarosas que o resto dos dias!

O Lima, com o seu ar inofensivo, lá corria direito a Viana.
Já tinhamos ido diversas vezes a Ponte de Lima, mas nunca me tinha apercebido da lenda que lhe está associada.
A lenda do Rio Letes.
O Letes é um rio mitológico e no séc.II a.C. os Romanos acreditavam que era a fronteira entre o mundo dos vivos e o dos mortos.  Desconhecia-se a sua localização e as suas águas teriam uma propriedade especial: a de apagar as memórias, daí ser também chamado "Rio do Esquecimento".
Ora, nas suas conquistas na Península, os Romanos comandados pelo General Brutus, chegaram às margens do Lima e perante uma paisagem bela por demais, convenceram-se que aquele deveria ser o Letes. Logo fincaram pé, recusando-se a atravessá-lo.
Como bom líder, Brutus tomou a iniciativa e atravessou-o sózinho. Ao chegar à outra margem, começou a chamar um a um, pelo nome, os homens do seu batalhão, provando que não se tinha esquecido de nada e que não havia razões para receios.
O resto das tropas naturalmente avançou.

São assim os bons líderes: são exemplo e encorajam os que estão a seu cargo.
Líder que actue abaixo deste patamar, não o é... e está a prestar um mau serviço!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Noite de futebol


Para que o "Dias às Cores" não caia no exclusivo da feminilidade, aqui fica hoje a reportagem sobre a noite de futebol de ontem.

No fim de semana, fizémo-nos ao caminho até Braga.
Uma longa estirada de mais de 400 km, em que o menu principal era assistir ao desafio Braga-F.C.Porto. Não que qualquer um de nós os dois seja adepto ferveroso de alguma das equipas (por aqui a alma é benfiquista), mas para acompanhar ao Estádio Axa, o P. e o primo, dois fans incondicionais do F.C.P., que apesar de viverem em Braga ainda não tinham tido a oportunidade de ver os "onze do seu coração" a jogar ao vivo na capital minhota.


Bem, antes mesmo de começar a partida fomos expulsos dos lugares onde nos tínhamos sentado. Ocupávamos indevidamente os lugares numerados de quatro "Guerreiros Minhotos", leia-se sócios do Braga, e lá fomos recambiados  para o "terceiro anel", dez lanços de escada acima, onde chegámos com o aquecimento completo.

Quanto ao jogo em si, foi morno. O Braga dominou ligeiramente na fase inicial, mas o árbitro não ajudava nos momentos cruciais...Até ouvi um adepto do Porto dizer: "Este árbitro devia estar em todos os jogos do Porto!..."
 Entretanto, as pilhas dos Bracarenses foram-se abaixo e o Porto acabou por marcar e amealhar mais três pontos em jogo fora, consolidando a sua posição dianteira na Liga.



Bem, mas para quem acompanha as notícias desportivas nada disto será novidade...
O que eu não esperava é que no Norte, o "Dias às Cores" já tivesse audiência e reconhecimento público tão vastos, capazes de atrair vedetas populares da nossa praça, que fizeram questão de posar para a câmara...não atrás, mas ao lado da própria repórter!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Limão - usos e sugestões


Já vos falei da minha amiga Blonde .
Há pouco tempo ofereceram-lhe um grande saco cheio de limões e como o calor ainda não abunda para apetecer limonada a toda a hora, pediu sugestões para lhes dar gasto.

De entre aquilo que sei, que ouvi de outros e que fui investigar, saiu a seguinte lista de possíveis usos (não culinários) para este fruto :

  • Uma infusão de mel, limão e cravinho, em água quente, é um remédio natural para a tosse e dores de garganta.
  • Um copo de água com sumo de limão, em jejum ou uma hora antes das refeições, desintoxica o organismo, dado o  seu poder anti-séptico.
  • Eliminador da caspa. Numa taça com água, misture um bom bocado de sumo de limão e passe pelo cabelo, sem voltar a enxaguar.
  • Na falta de desodorizante, ao ser aplicado na axila, torna a pele mais ácida, o que dificulta a proliferação das bactérias. Faz sentido.
  • Branqueador dental. Esfregar uma tira da casca do limão no branco dos dentes.
  • Tira-nódoas natural (para nódoas de fruta) e aclarador da roupa. Adicionar meia chávena de sumo à água da máquina de lavar. Na lavagem manual, deixar a roupa branca um tempinho de molho.
  • Elimina das mãos o cheiro desagradável  de peixe e cebolas.
  • Usar como tempero das saladas em vez do vinagre.
  • Se mesmo assim, ainda restarem muitos limões, pode cortar o fruto em quartos e congelá-los. Congelam bem.

...e  por tudo isto, termino com a expressão que usava para finalizar as composições que escrevia na escola primária...


Viva o limão!