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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Summer 2012 - Photo Exhibition

Ao fim da tarde, ao sair de casa para dar um passeio com os cães, levantei a cabeça na direcção um grande  e coeso bando de pássaros que, voando incrivelmente baixo, seguia para sul. Levavam com eles as sobras do Verão. 
Eu,ao contrário, aqui deposito os meus registos preferidos desta estação, que amanhã oficialmente se despede.

























sábado, 15 de setembro de 2012

Mercado de Sábado


Após 15 dias a viver sem frigorífico, ontem lá me entrou pela cozinha adentro o matacão branco! 
Tem o desplante de ser da minha altura, mas engana-se bem enganadinho se pensa que vai ficar a exibir-se...Nem pensar!... Até já tenho uma ideia para o esconder...
Frigoríficos são para mim caixotes grandes, monótonos, monocórdicos, autênticos "tanques de guerra" nas cozinhas, que por natureza são espaços femininos e delicados!... Enfim, são os ditadores dos actuais hábitos alimentares e a vida está  irremediavelmente feita para funcionar com eles!


Se de feio não passa, então que seja útil ... Portanto lá me levantei cedo para o ir abastecer ao mercado de Portalegre, onde ao Sábado de manhã se encontram ainda alguns produtores locais que vendem o excesso das suas hortas.


De lá trouxe polvo, sardinhas, cação, nabiças, feijão verde, pêssegos, salsa e duas mãos cheias de conversa com os vendedores que, por me verem de máquina em punho, perguntavam ,curiosos, se as fotos iam para o jornal...









...uns diziam que nunca esteve tão mau como agora, outros que aquilo que vendiam era do melhor que se podia encontrar e a maioria retribuia o sorriso...








Ao sair do mercado passei por uma senhora que, num alguidar com água, tinha três ramos de flores. Ficaram lá dois... Lá por ser antiga e estar com obras à porta, a  minha casa merece um!


Bom fim de semana!!



terça-feira, 7 de agosto de 2012

On the road



De boas intenções está o Inferno cheio! ...
Para evitar a hora do calor, tinha determinado partir entre as 6.00 h e as 7.00 h da manhã, mas já passava das 8.00h quando liguei a ignição. Por volta do meio dia estou lá, pensei, olhando o relógio. Enganei-me. Estacionei à uma da tarde: cinco horas para descer todo o Alentejo e chegar ao Algarve!
A razão? É que em vez de fazer "uma directa", com uma única paragem lá para a zona de Beja, parei uma meia dúzia de vezes para agora vos poder mostrar algumas coisas do muito que vi  durante a travessia.























...vá lá que ainda cheguei a tempo de dar a sopa ao Marauzinho!


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Festival da Lavanda


No passado Domingo aconteceu em Castelo de Vide o primeiro Festival da Lavanda.
A coexistência de quatro factores "obrigaram-me" a ir. Primeiro, gosto imenso da planta; segundo, é sempre uma delícia visitar a vila judaica de Castelo de Vide; terceiro, queria experimentar a minha máquina fotográfica nova e quarto tinha esperança em encontrar à venda lavanda seca para fazer umas almofadinhas de cheiro para a roupa.


Na parte da manhã, no centro da vila decorreu uma simpática feirinha. À venda, alfazema e outras ervas aromáticas, produtos derivados, cosméticos naturais, doces e licores, gastronomia, livros sobre o assunto...
Entretanto, com o avançar da manhã e o termómetro a disparar recolhi-me num átrio dos Paços do Concelho para assistir a uma pequena conferência sobre o cultivo de aromáticas no nosso país, maioritariamente para exportação para um mercado em crescimento, onde se destacam os países do leste europeu.


Para a parte da tarde estava agendada uma visita à Quinta das Lavandas, um espaço  a nascer não muito longe da vila, no coração do Parque Natural de S. Mamede, onde em 2010 se iniciou o cultivo da planta em larga escala e que futuramente não só se dedicará à sua destilação/transformação, como abrirá as suas portas com a valência de Turismo Rural.
Enfim, um local perfumado, relaxante e pleno de encanto, ideal para recarregar energias...


Depois de passear pela quinta, a visita terminou com uma palestra sobre a alfazema. É calmante, descontraínte e uma infusão em chá de 15g da planta num litro de água tem efeitos muito benéficos sobre todo o organismo. Aposto que até por dentro ficamos cheirosos!!....

( E uma última nota para a Norma: Sabe que nesse dia e, porque sei do seu enorme gosto por lavanda, me lembrei muito de você!? Quem sabe se quando vier a Portugal em Setembro não a levo lá?!!  ;))





domingo, 8 de abril de 2012

Páscoa na Beira


Na Semana Santa demos uma voltinha pela Beira Baixa. Embora seja aqui tão perto, a paisagem muda logo de cara, veste-se de pedra e os povoados aconchegam-se ao colo das serranias.


Vê-se gente por estas bandas, mas só porque estamos na Páscoa. Vieram os filhos, os sobrinhos, os primos e os turistas, mas na Segunda-feira vão todos de debandada e deixam as terras caladas e quase vazias; ficam só os mais velhos.

Em Penha Garcia (Freguesia de Idanha-a-Nova), enquanto subíamos uma ladeira calcetada, conhecemos a Dª Cândida Maria.
Vergada, raspava com uma faca as ervas daninhas da frente do seu portão.

-Bom dia!, cumprimentámos
-Bom dia...-ergueu-se para olhar quem falava.- Os senhores querem ver o meu artesanato?! - perguntou de rompante. -Querem? Vou ali dentro num instantinho buscar!
Estancámos o passo e hesitámos. - Deixe estar...
-Eu vou lá para os senhores verem, eu vou lá...


Foi e voltou com esta caixinha. As suas bonecas de trapo, de lã, os seus saquinhos de cheiro e as suas pregadeiras. 
-Então, e não põe as suas coisas à venda numa loja?
-Já pus uma manta que fiz. Pedi quarenta contos por ela, para dar dez a cada filho...Sabe o que eles lá fizeram?
-O quê?- quisémos saber.
-Puseram-na a vender a oitenta! Queriam ganhar tanto como eu, sem terem trabalho nenhum. Isso não, nunca mais! Só vendo aqui à porta, às pessoas que passam.



-E quantos anos me dão?- desafiou-nos.
-Não sei, oitenta e tal, talvez. 
-Noventa e sete, menina. Noventa e sete... Já oiço é muito mal!

Admirados, escolhemos as nossas recordações, pagámos à Dª Cândida -que conferiu bem o dinheiro-demos um beijinho e lá continuámos ladeira acima, comigo a pensar que quando tiver 97 anos hei-de ser assim parecida!



segunda-feira, 19 de março de 2012

Cidade


Julgo que se me puser a contar pelos dedos das mãos os dias do ano em que vou a Lisboa, hão-de sobrar alguns, e quando vou é com algum propósito mais urgente, do que o lazer por si só.
Fui lá há poucos dias. Actualmente gosto de ir à cidade. Quando lá estudava e me via obrigada a conviver com ela  de Segunda a Sexta, era outra história. Só queria ver-me longe dali! Preferia andar às curvas e contracurvas nos autocarros da Rodoviária (... ainda nem se falava na autoestrada do Oeste), duas ou três horas por dia, do que ter de lá dormir.

Entretanto, as escolhas que fiz, afastaram-me da cidade. Aliás, será mais correcto dizer que escolhi  deliberadamente aproximar-me do campo, e uma coisa leva a outra.

Se a cidade tem vantagens em relação à província? 
Claro que sim, inúmeras. As duas de topo: a cidade é o lugar onde melhor se expressa o direito à diferença e é por excelência o útero das ideias novas... algumas das quais nos fazem sorrir! :)

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(Entretanto, para quem leu o post da "Manteiga de Salva" e está interessado em experimentar, é melhor voltar a ele e ler as actualizações que acabei de pôr no fim...)

domingo, 4 de dezembro de 2011

Cargaleiro & Patchwork


O Alto Alentejo tem uma porta aberta virada a Sul e uma janela sem cortinas virada a Norte, sendo bem diferente a oferta em cada uma das direcções. Neste fim de semana optámos por "sair pela janela" e num pulo estávamos em Castelo Branco.


O programa da tarde foi preenchido com uma visita ao Museu Cargaleiro, em homenagem ao pintor, ceramista e azulejista português, nascido em Chão das Servas, Vila Velha de Rodão,  em 1927.






Já visitei alguns museus de maior renome que albergam obras de vultos mais consagrados, porém se hoje me pedissem para eleger um pódio de museus, colocaria o Museu Cargaleiro na posição cimeira...Pela harmonia de cores e formas, equilíbrio e leveza do espaço. Lá não nos cansamos, não há demais; há o quanto baste para entendermos que o artista consegue ver com um largo avanço aquilo que nós só vemos indo lá.




À entrada do museu dão-nos as boas-vindas duas portas de madeira centenárias. Coloridas, rejuvenescidas e da autoria do mestre, que nelas criou pequenos espaços para homenagear todas as freguesias do concelho. Na parede da frente uma grande manta cor de vinho, feita em patchwork pela  Dona Ermelinda, mãe de Manuel Cargaleiro.
Reparando um pouco, entre muitas das suas obras e as peças feitas em patchwork pela sua mãe (que mostro de seguida), muitas semelhanças encontramos. Ora, reparem bem...




(Todas as fotos publicadas neste post foram retiradas de diversos sites da Internet)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

October Swim

No fim de semana rumei ao Sul.
Objectivo principal: "ver" o Marauzinho, que como daqui se depreende já está muito crescido!...

Uma vez no Algarve, aproveitámos a oportunidade para ir a um local que eu há anos tinha vontade de conhecer: o Pêgo do Inferno, no concelho de Tavira.
Apesar gostar muito da combinação "verde+água", ainda não tinha lá ido devido às normais enchentes algarvias de Verão... No entanto, não podia ter havido melhor ocasião, do que um fim de semana de Outono com temperaturas estivais!...


Nadámos todos...e com Outubro já bem entrado!...Quem diria!?!

E vocês, já lá estiveram? :)